segunda-feira, 7 de março de 2011

A MENINA DO ÔNIBUS - Capítulo VI - Parte 2

Segunda-feira, 6 de dezembro.

Depois de chegar da escola.
Ontem não aguentei ficar até mais tarde escrevendo. Acabei dormindo sobre o diário. Ainda bem que acordei de madrugada e te guardei no meu esconderijo. Pensei em te levar para a escola e continuar lá, mas achei muito arriscado. Vai que alguém te pega e lê essas confidências! Por isso achei melhor te deixar em casa.
Liguei para ele no intervalo. Ele me perguntou se estava tudo bem e eu respondi que sim. Sentia meu corpo dolorido, mas não queria dizer isso para ele. Disse que estava morrendo de saudades e queria vê-lo. Mas ele disse para não nos arriscarmos demais. Ficamos de nos encontrar amanhã. Pela primeira vez ele disse que sentia saudades de mim. Não é incrível isso? Ah, fiquei tão feliz de ouvir ele dizer. A gente se ama cada vez mais, posso sentir isso nele.
Hoje eu não consegui prestar atenção na aula. Ficava o tempo todo com a cabeça nas nuvens. A Marcela até perguntou o que eu tinha, pois eu estava pensativa, distraída com alguma coisa. Eu respondi que não era nada. Mas claro que era. Como não poderia estar diferente depois de tudo que aconteceu ontem? Fiquei o tempo todo pensando no que fizemos. Tantas coisas passando pela minha cabeça. Até parece que o mundo desabou em cima de mim. Estou feliz com o que aconteceu. Foi lindo, mágico, mas estou com medo também. Muito medo! Medo de ficar grávida. Ele disse que não tinha perigo, que a gente não fica grávida tão fácil assim. Disse que devido a minha menstruação ter ido embora no dia anterior, as chances de eu ficar grávida são quase nulas. Mesmo assim estou com medo e insegura, com uma sensação esquisita.
Sei que também deve ser coisa da minha cabeça, mas estou me sentindo diferente. Essa é a verdade. Parece que as pessoas olham para mim de outra forma. É como se elas soubessem que eu não sou mais virgem, que andei fazendo coisa errada. É como se estivesse escrito na minha testa: não sou mais virgem. Agora estou com medo de minha mãe também perceber, olhar para mim e ver que não sou mais pura. Mas será que tem como ela saber, só olhando assim para mim? Ah, acho que não. Como ela pode saber? Eu é quem estou imaginando coisas, isso sim!
Mas eu não quero falar disso agora. Ainda não terminei de te contar, meu diário, como tudo aconteceu ontem. Melhor contar antes que esqueço de alguma coisa.
Depois da gente ficar deitada no sofá da sala se beijando e ele acariciando meus seios, ele se levantou e ficou me olhando detalhadamente. Parecia que ele estava decidindo se transava comigo ou se parava por ali. Pelo menos foi essa a impressão que tive. Será que ele estava como medo? Cheguei a pensar que sim. Em seguida, ele se ajoelhou e pegou em minhas pernas. Pensei que ele ia tirar minha saia. Juro que pensei! Mas ele simplesmente perguntou: Você está com medo? Como ele foi delicado! Sua voz estava tão doce e meiga. Com aqueles modos e aquela voz ele me seduzia facilmente.
Na verdade, ele já tinha me seduzido bem antes. Por isso não me senti surpresa ao ouvir aquela pergunta. Era como se eu já estivesse esperando por algo assim. Então respondi com sinceridade: Um pouco. Aí ele me confortou dizendo que não precisava, que estávamos fazendo algo muito gostoso. Acho que dei um sorriso meio sem graça. Então ele fez outra pergunta: Você também está com muita vontade de fazer isso, não tá? Não sei como ele percebeu, mas era a pura verdade. Acho que estava tão bem estampado na minha cara que dava para ele notar. Por isso respondi que sim, olhando nos olhos dele. Eu nem sei o que pensava na hora, parecia que estava possuída, como se uma força invisível controlasse meu corpo e meus pensamentos.
Foi então que ele disse para eu não ter medo. Aí nos levantamos e ele me levou para seu quarto.
Quando entramos, passei uma olhada em tudo. Mas foi uma olhada rápida. Na verdade, queria fuçar em tudo, mas não naquele momento. “Depois eu faço isso...”, pensei. Agora eu só o desejava e queria me entregar a ele, queria ser dele para sempre.
Ele me pediu para sentar na cama e depois ajoelhou e tirou minha sandália. Disse alguma coisa sobre ela, e em seguida elogiou meus pés e minhas pernas.
Ah, meu diário! Ele pôs as mãos em cima das minhas pernas e foi escorregando elas bem devagarzinho para cima, até chegar na minha calcinha. Isso me deixou toda arrepiada. Aí ele puxou as mãos e fez novamente. Quando ele fez mais uma vez, eu senti uma coisa tão gostosa, uma sensação tão forte que fechei os olhos. E assim que os dedos dele tocaram em minha calcinha, contrai as pernas. Fiz isso para dizer a ele para pegar ela e puxar para baixo. Te juro! Parecia que eu ia desmaiar. Eu já não aguentava mais e só desejava que ele me possuísse. Mas ele ficava demorando, fazendo daquilo um ritual, como se cada carícia tivesse um significado. É gostoso ser acariciada, mas não tanto assim também. Ninguém é de ferro! Queria que ele fosse mais rápido, mais direto e acabasse logo com aquilo antes que chegasse alguém.
Lembro-me que não aguentei e deitei na cama. Só então ele resolveu começar a tirar a roupa. Mas ao invés dele tirar a bermuda, ele só tirou o tênis. Eu estava louca para ver o troço duro dele. Dava para ver por cima da bermuda que era enorme. Mas eu não via a hora de ver como ele era. Há dias que eu sonhava em ver, pegar e sentir aquele troço dele. Será que é muito duro?, ficava me perguntando, pois ouvira os meninos chamar aquilo de “pau”, “Pica” e sei lá mais o que. Pau? Por quê pau? Por que era uma coisa dura? Só podia. E agora que a gente estava à sós e eu podia fazer isso, ele ficava enrolando. Se eu não tivesse meio acanhada e sem saber o que fazer, juro que teria agarrado a bermuda e puxado para baixo.
Não sei se é porque ele me ama muito, ou se ele não bate bem das ideias. Acho que qualquer outro homem no lugar dele teria tirado rapidamente a roupa e transado comigo. Mas parecia que ele não tinha a menor pressa. Será que ele não percebeu que eu não aguentava mais? Que, apesar de ser uma virgem, eu estava desesperadamente louca para ser possuída? Por que ele tinha que demorar tanto? Será que ele fez isso porque era a minha primeira vez, ou ele sempre faz? Ah, mas se ele for tão devagar assim eu juro que pego ele na marra. Ah, mas pego mesmo!
Só depois de me fazer bastantes carícias, de me beijar, de brincar com o bico de meus peitos é que ele finalmente resolveu acabar de tirar a minha roupa. Ele desabotoou minha saia e depois abriu o zíper. Então ele puxou ela para baixo e ficou olhando para o meio de minhas pernas. Bem na minha calcinha de bichinhos.
Nesse momento fiquei sem graça. Não esperava que ele fosse ficar olhando para ela. Só então me dei conta de que aquela calcinha de bichinhos não pegava bem para uma menina da minha idade. Mas eu não podia fazer nada, por isso, fiz aquilo que já estava querendo fazer há muito tempo: levantei, peguei na bermuda dele e desabotoei. Finalmente ele se mancou e acabou de tirar.
Depois eu continuo. Minha mãe está me chamando.

Noite.
Quase que minha mãe me pega escrevendo esse diário. Esqueci a porta aberta e estava tão concentrada que nem vi ela entrar. Quando ela perguntou o que eu estava fazendo, levei um susto tão grande que quase caí da cama. Ainda bem que na hora lembrei de dizer que estava copiando lição. Já pensou se ela pede para olhar meu caderno? Tava ferrada, isso sim! Ainda bem que ela só queria que fosse ao mercado. Por isso só voltei a escrever depois que todos foram dormir.
Onde foi que parei mesmo? Ah, sim! Na bermuda.
Depois que ele tirou ela deu para perceber melhor que o pau dele era grande mesmo. Deu para ver o contorno direitinho na cueca dele. Onde terminava estava úmido. Na hora não pensei nisso, mas acho que acontece com ele o mesmo que acontece com a gente. Quando a gente fica excitada, fica toda molhada. Será que o liquido que sai do pau dele é igual ao que sai da gente? Qualquer dia vou perguntar isso para ele. Afinal ele deve saber!
Acho que ele também não estava se aguentando. Dessa vez não demorou. Foi alisando minhas pernas até a calcinha e passou o dedo por cima dela, bem no meio. Depois ele enfiou o dedo pela borda e fez como fez sábado comigo no cinema. Senti um prazer enorme quando ele fez isso. Mais do que senti no cinema.
Não sei se era porque eu estava muito excitada ou se era por causa de tudo que estava acontecendo. Só sei que com o dedo lá, eu não aguentei. Se ele continuasse com aquilo eu ia desmaiar. Ah, mas ia mesmo! Então, agarrei no braço dele e disse: Para que eu não aguento mais.... Aí ele tirou o dedo e ficou olhando pra ele.
Finalmente ele tirou minha calcinha! Parecia que ele também estava hipnotizado. Lembro-me que fiquei olhando para ele e os olhos dele nem piscavam.
Foi o momento em que fiquei mais envergonhada. Não tanto por ele estar tirando a minha roupa, mas pela forma como seus olhos me olhavam no meio das pernas. Tanto que fiquei vermelha e não tive coragem de abrir elas. Fiquei com elas bem juntas para que ele não visse minha xana arreganhada. Fiquei com medo dele achar ela muito feia e esquisita. Pois não vejo coisa mais feia que aquilo tudo se abrindo. Sei porque já olhei no espelho algumas vezes.
Mas ele queria olhar para ela. Quando ele pôs a mão nas minhas pernas e puxou para os lados, fiz um pouco de força, mas acabei cedendo. Já tinha chegado até ali, não tinha mais motivos para não deixar ele fazer aquilo. Eu preferia que ele tivesse vindo logo para cima de mim, ao invés de ficar olhando lá. Ele não era ginecologista para ficar me examinando daquela forma. Por que ele me olhava tanto? Quase perguntei isso pra ele. Mas só esperei, como uma menina obediente. Afinal eu não sabia como reagir.
Na hora eu não me dei conta do porquê que ele queria tanto olhar. A ficha só caiu ontem à noite. Estava pensando justamente nessa cena. E aí que percebi que ele só queria ver o meu “cabacinho”, como dizem. Por isso ele levou as duas mãos e abriu ela. Não sei porque dão tanta importância a isso? Que diferença faz se sou ou não virgem? Eu ou minha virgindade que é mais importante? Se eu não fosse, não teria valor algum para ele? Ainda vou querer saber isso dele, ah, mas vou mesmo!
Depois ele aproximou o rosto e ficou olhando por algum tempo. Aí ele fez uma coisa que jamais imaginei que ele fosse fazer. Ele se aproximou mais ainda e pos a boca nela e começou a me chupar.
A primeira reação foi de nojo. Imaginei a boca dele nela e fiz cara de nojo. Fiz mesmo! Até pensei: “O que ele está fazendo? Não acredito que ele teve coragem de pôr a boca nela!” Mas quando a língua dele entrou e começou a se mexer, foi me dando um prazer tão grande que não lembro de ter pensado em mais nada. Só sei que foi a sensação mais deliciosa que senti em toda a minha vida. Foi a coisa mais incrível! Eu senti que naquele instante estava para acontecer algo grandioso, muito mais gostoso que senti no sábado à noite na minha cama. E se ele tivesse continuado por mais alguns segundos, isso teria acontecido.
Só não aconteceu porque levei as mãos na cabeça dele, empurrei para cima e puxei ele para cima de mim. Apesar do peso dele, consegui levar a mão até a cueca dele e empurrar ela para baixo. Nesse momento nem mais quis saber de reparar no tamanho do troço dele. Eu estava cega e só conseguia visualizar uma coisa: ele me possuindo, me fazendo mulher.
Queria terminar de escrever, mas escutei um barulho no banheiro. É melhor apagar a luz e dormir. Amanhã eu continuo.

terça-feira, 1 de março de 2011

SENTIMENTOS E ILUSÕES















Eu tento não me iludir com estes sentimentos
Que fazem minha alma estremecer
Quando deposito em ti meus pensamentos.

Eu tento encontrar um caminho
Quando tua ausência me faz sofrer
E quando me sinto tão perdido e sozinho

Eu tento dizer a mim mesmo que tudo
É passageiro e esse amor no meu peito
Há de ter um fim apesar de tudo.

Mas se minha ilusão é uma fonte de prazer
Então, por que não viver esse sonho imperfeito?
Não é o sonho que não nos deixa perecer?

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A MENINA DO ÔNIBUS - Capítulo 6 - parte 1

Quando o autor se põe a narrar suas memórias, acontece de se deparar com obstáculos que o levam contra a vontade a interromper a narrativa, nem que seja por um pequeno espaço de tempo, até encontrar uma forma de ultrapassá-los; ou, na impossibilidade de vencê-los, pelo menos contorná-los sem prejuízo à obra, o que quase sempre não é tarefa fácil. As vezes tais obstáculos são simples, tal qual um buraco na rua, e não nos retêm por tempo; outros porém podem parecer-nos intransponíveis, tal qual um abismo, uma ponte quebrada sobre um rio e então somos obrigados a parar, às vezes por dias seguidos, e enfrentá-los como numa batalha incansável e desgastante, como se lutasse contra os deuses. E talvez o leitor não saiba, até porque não o confidenciei, mas para chegar até aqui tive de lutar contra a dor, o esquecimento que, de quando e quando, ganha proporções incontroláveis ao relembrarmos detalhes tão significantes; e principalmente lutar contra aquela tendência ao exagero, tão comum àqueles que não nasceram com a luz de um Goethe ou de um Machado de Assis. São batalhas cuja paciência e serenidade acabam nos levando à vitória, ao triunfo sobre nossas fraquezas, a causa principal de muitos fracassos. No entanto, ao iniciar este capítulo, o qual narra aquele momento tão significante – aliás, o mais significante de todos – para mim e para Ana Carla, deparo como com uma nova dificuldade, um novo obstáculo que, como tantos outros, levaram-me a interrupção da narrativa até que não podendo chegar a um veredito definitivo, apenas optei ao acaso por uma delas.
Ah, um deles era: inciá-lo ou não com as páginas do diário?
Talvez o leitor sugira: por que não seguir o mesmo esquema usado até então? Sua versão e depois a dela? Talvez fosse o mais lógico e o melhor a ser feito. Contudo, dessa vez porém não me senti seguro quanto a isso. Antes porém que o amigo leitor me venha com outra pergunta, adianto já a resposta. Apenas não sei se poderei narrar os fatos daquele domingo de forma tão excepcional quanto foram narrados por Ana Carla.
Afetada até a alma por aquele momento mágico de sua vida – possivelmente o mais excepcional e inesquecível – encontrou inspiração – aliás talvez o momento mais inspirado – para produzir um relato de valor inestimável de suas impressões acerca daquela primeira experiência sexual. Por mais que a experiência e o domínio das palavras pesem a meu favor, por mais que eu tenha oportunidade de ler, reler e melhorar uma coisinha aqui outro ali – e o fiz por uma dúzia de vezes, amigo leitor – ainda sim a inspiração e o talento pesa para o lado de minha florzinha, como passei a chamá-la daquele momento em diante.
Assim, na incerteza de não ser capaz de chegar aos pés daquelas páginas repletas de frases simples, mas incrivelmente encantadoras, deixo a minha narrativa para o próximo capítulo. E se o leitor por ventura se sentir satisfeito e quiser pular minhas palavras, não estará cometendo nenhuma injustiça para comigo. Poderá pular ao capítulo subsequente sem correr o risco de não entender o restante, pois para evitar que isso possa ocorrer, procurarei atentar tão somente ao ocorrido naquele dia, o qual me marcou profundamente para o resto da vida.

Domingo, 5 de dezembro.

Cedo

Acabei de acordar. Ontem tive uma experiência incrível. Fiz aquilo que a Marcela me ensinou e aconteceu o que ela disse que acontecia com ela.
No começo, eu fiquei assim meio sem jeito, pois não sei direito como fazer. Mas depois aquilo foi ficando gostoso, foi me dando uma quentura, uma vontade de não parar mais, de ir cada vez mais rápido para chegar logo em algum lugar. Eu não sabia onde, mas queria ir até o fim para saber o que aconteceria. Eu fechei os olhos e fui esfregando o dedo cada vez mais rápido e com mais força até que algo aconteceu. Foi como se eu tivesse sofrido um ataque e perdido os sentidos. Fiquei mole, sem forças até para me levantar. Fiquei um tempão deitada nua na cama, como se estivesse desmaiada. Até que criei coragem para ir ao banheiro me limpar.
Gozar. Foi a palavra que ela usou para dizer o que acontece. Os meninos também dizem isso. Outro dia ouvi o Paulão contar para aquele chato do Eduardo que tinha gozado nas coxas duma menina da 8ª série. Então é isso que a gente sente? A gente goza? E quando transa, será que é assim também? Será que o troço deles funciona como o nosso dedo? Será que deixa a gente mole desse jeito? Ah, deve ser. Vai ver que deve ser bem mais gostoso. E eles, o que sentem quando estão transando com a gente? Será que a mesma coisa? Ah, um dia, quando eu for mulher dele, eu vou descobrir tudo isso.
Ele disse que seus pais foram viajar e que não vai ter ninguém na casa dele, por isso vai me levar até lá. Quero ver seu quarto e mexer nas suas coisas. Afinal de contas sou sua namorada e tenho esse direito! Quero deitar na cama dele, penetrar no seu mundo. Ah! Não vejo a hora de chegar mais tarde!
Estou louca para ir, mas também com um pouco de receio. Eu sei que ele não vai fazer nada de ruim comigo, mas estou com um pouco de medo de ficar sozinha com ele. E se ele tentar me agarrar? E se começar a me fazer carícias e eu não consegui me controlar? Acho que não aguentaria mesmo! E se ele quiser transar comigo? Eu sei que já sou uma mulher, que muitas meninas na minha idade já transaram com seus namorados, como a Bianca por exemplo, mas comigo é diferente, é mais complicado. O problema não é só a transa. É que ele é bem mais velho do que eu.
Fico com medo do troço dele ser grande demais. Sério! E se for, não vai me machucar? Será que vai caber em mim? Ainda sou virgem e nem mesmo sei como fazer. Quer dizer: mais ou menos. Alguns dizem que a primeira vez dói e também sangra um pouco, outros já dizem que não é nada disso, que só incomoda um pouco. Eu não sei. Às vezes, fico confusa e sem saber como agir, o que pensar. Não posso perguntar para ninguém, pois quem pergunta é porque está com segundas intenções, então tenho que confiar somente nele. Sei que ele é carinhoso, que não vai me machucar, mas mesmo assim sinto um pouco de medo.
Mas que bobagem minha! Ele só disse que vai me levar na casa dele e eu já estou pensando que ele quer transar comigo. Até parece que sou eu quem está com maldades. Também a gente se ama. E ele não vai me obrigar se eu recusar. Vou é tratar de me levantar, arrumar o mais rápido possível a casa para depois do almoço me produzir para ele. Quero estar mais linda do que nunca quando me encontrar com ele. Ele merece.

Noite

Meu Deus! Aconteceu. Não sou mais virgem. Nem mesmo sei explicar como tudo aconteceu. Na hora eu fiquei com medo e quase pedi para ele parar, para não fazer aquilo. Mas eu queria tanto experimentar. Ainda bem que não pedi. Pois foi a coisa mais incrível de toda a minha vida. Nunca vou me esquecer daqueles momentos, do instante em que me entreguei a ele. Foi mágico! Foi como um sonho. Foi algo que não sei descrever, não sei falar como é. Bem que a Bianca disse que era. Nossa! Eu poderia passar dias e dias escrevendo sobre o dia de hoje que mesmo assim não ia conseguir dizer tudo que tenho vontade. Eu não sei nem como e nem por onde começar.
Vou escrever tudo nos mínimos detalhes para quando daqui alguns anos poder relembrar esse dia. Ai, meu Deus!, acho que estou sonhando. Sei que acharei graça de tudo isso, de como eu era boba e ingênua. Mas eu quero guardar esse momento para todo o sempre. Sei que havíamos combinados que não escreveríamos um para o outro. E quando por acaso escrevermos alguma coisa, jamais citar o nome. É o que estou fazendo aqui nesse diário. Não vou citar o nome dele para preservá-lo, mas eu preciso dividir isso com alguém, tudo que se passa aqui dentro. Já que não posso falar o que se passa comigo com ninguém, pelo menos tenho você, meu diário, para ouvir minhas confidências. E hoje você vai ficar sabendo de tudo. Prepare-se. Vai ser uma longa história.
Tudo começou quando chegamos na casa dele, ainda perguntei se não tinha perigo de chegar alguém. Ele disse que não precisava ficar com medo, pois seus pais não iam voltar de viagem naquele dia.
Depois que entramos, fiquei dando uma olhada pela casa. Estava curiosa. Queria saber como ele vivia, o que tinha em casa, se tinha alguma foto dele pendurada na parede ou sobre algum móvel. Estava doida para saber como ele era mais novo, quando tinha a minha idade. Então ele me convidou para sentar no sofá. Era um sofá grande e macio, coisa fina, muito melhor que o da minha casa: aquela coisa velha. Hum, muito delicioso. Havia também algumas almofadas muito lindas. Ele ligou a TV e ficamos assistindo por algum tempo.
Eu nem prestava atenção naquela TV enorme. Eu só pensava em como seria ter uma casa assim luxuosa só para nós dois. E ficar cuidando dela, das roupas dele e depois esperando ele chegar do trabalho para ficarmos juntinhos nos amando.
Não me lembro quando foi, mas sei que teve um momento em que ele começou a me beijar, a vir para cima de mim e a me deitar no sofá. Ele pensa que eu não percebi isso, mas vi o que ele estava querendo: ficar em cima de mim. Nossa! Foi a primeira vez em que estava sentindo o corpo dele sobre o meu. Ele era um pouco pesado, mas isso não fazia a menor diferença. Só sei que sentir aquele homem em cima de mim me fez ficar fora de mim. Eu não consegui mais me conter. Lembro-me que o abracei com força, como se quisesse grudar nele para não soltar nunca mais.
Ele deve ter notado que eu estava perdendo o controle, que estava agindo sem pensar, pois não perdeu tempo. Pegou minha blusinha e foi levantando ela bem de mansinho. Fui com ela para deixar meus seios salientes e para provocar ele. No fundo, eu queria mesmo era que ficasse mais fácil para ele acariciar eles. Eu sei que ele adora e é tão gostoso e me provoca umas coisas que depois fico até sonhando com aquilo, querendo que no outro dia ele faça de novo.
Eu só não esperava que ele fosse levantar a blusinha. Foi abusado, ah isso foi! Eu fiquei um pouco sem jeito, mas deixei ele continuar. Eu queria que ele tocasse meus seios e me fizesse sentir aquelas coisas incríveis. E que diferença faria acariciar meus por cima ou por baixo da roupa? O que tinha de mais em deixar ele ver meus peitos? Ele não é meu namorado? A gente não se ama? Então por que não? Namorados fazem essas coisas. E eu também não via nada de errado nisso.
Vi a cara dele quando olhou para os meus peitos. Era uma cara de fascinação, de encanto, de satisfação. Ele não conseguia esconder o quanto estava encantado por eles.
Na verdade, ele fez uma cara parecida com a que já vi outros homens fazerem. Parece que eles ficam enlouquecidos pelos seios da gente. Por que será que os peitos fascinam tanto os homens assim? Às vezes, quando estou no ônibus e estou de biquíni ou mesmo usando uma roupa bem decotada, eles ficam olhando, comendo eles com os olhos. Tem uns que nem disfarçam quando a gente olha para eles. Continuam com os olhos vidrados nos peitos da gente. Será que eu tenho peitos tão bonitos assim? Não vejo muita graça neles. Acho até que feios. Agora, vai entender a cabeça dos homens.
Acho que se pedisse alguma coisa impossível para ele naquele momento, ele diria sim. Tava escrito na cara dele. Mas eu não teria coragem de lhe pedir nada. Talvez se eu não amasse ele tanto, se estivesse com ele só por interesse, seria capaz de pedir algo em troca de meus seios, mas eu o amo loucamente. Ele é o homem da minha vida! Como é que poderia lhe negar alguma coisa ou pedir algo em troca? Usar esse momento para levar vantagem? Não. Nunca! Então deixei ele acariciar e fazer o que quisesse com eles.
Ó meu diário! Sabe o que ele fez? Ele simplesmente chupou e depois mordeu bem de leve o biquinho deles.
Quando fez isso, eu senti uma coisa tão incrível, tão fantástica que parecia um sonho. Ele já tinha me feito sentir coisas incríveis, mas nada parecido com o que eu estava sentindo. Foi como se algo me fizesse flutuar. Uma corrente elétrica passou por mim e me fez tremer e ficar toda arrepiada. Fiquei aérea, leve como uma pena. Acho que foi nesse exato momento que ele conseguiu me seduzir.
Se por acaso ele fosse um cara que só queria transar comigo, se aproveitar de mim e depois me jogar fora, eu não teria forças para impedir. Eu teria me entregado assim mesmo. Pois quando ele começou a chupar meus peitos, e eu me vi perdida naquele mar de sensações, sentindo cada coisa que nunca tinha sentido até aquele momento. Fiquei inteiramente nas mãos dele. Naquele instante eu só queria uma coisa: que ele não parasse de fazer aquilo de jeito nenhum.
Meu querido diário, você acredita que ele teve coragem de parar? Quando eu estava mais gostando, sentindo algo intenso e esquisito, gemendo nem sei porquê, ele simplesmente parou de me chupar! Juro! Quase disse para ele: Que merda! Tinha que parar logo agora!.
Eu pensei que ele tinha parado de vez. Mas ainda bem que não foi nada disso. Sabe porque ele parou? Para tirar minha blusinha.
Ele olhou para mim, bem no fundo de meus olhos, e perguntou: Posso tirar ela?. O que você acha que respondi? Pois saiba que nem pensei duas vezes. Simplesmente balancei a cabeça fazendo sinal de “sim” e levantei os braços. Então ele a puxou para cima. Eu só prestava atenção nele, nos olhos dele fixos nos meus peitos. E depois de atirar ela em qualquer canto, ele agarrou sua camiseta e também tirou e deitou sobre mim novamente.
Nossa! Olhei para ele por alguns instantes. Aqueles peitos meio cabeludos, aqueles ombros nus! Me deu vontade de agarrar aqueles peitos, como ele fazia com os meus, e ficar alisando. Mas fiquei sem jeito.
Só sei que nos beijamos muito. Enquanto nos beijávamos, ele acariciava meus seios. Às vezes ele parava de me beijar e começava a chupar eles. E quando ele fazia aquilo, eu ficava tão excitada que me dava vontade de arrancar a roupa, agarrar o pau dele e enfiar no meio de minhas pernas. Te juro, meu diário! Sabia que não podia, mas tinha vontade de fazer isso! Não dava para ver, mas eu sentia que minha calcinha estava ficando toda encharcada! Eu não sabia onde aquilo ia terminar, mas eu só desejava que ele parasse de me deixar daquele jeito, com aquele fogo me devorando por dentro. Não importava o que ele tivesse que fazer. Acho que bem no fundo, eu queria era que ele tirasse minha roupa e fizesse amor comigo.
Ele estava deitado sobre mim e seus quadris estavam no meio de minhas pernas. Eu sentia os cabelos dos peitos dele roçar nos meus seios e por sobre a saia o quanto o troço dele estava duro. Eu sabia que ele estava louco para transar comigo, mas não tinha certeza se ele seria capaz de ir tão longe assim. Não fazia a menor ideia do que se passava pela cabeça dele. Só posso dizer que eu estava totalmente fora de si. Acho que nem fazia ideia de onde eu estava e nem ao certo o que estava se passando.
Nós estávamos as sós na casa dele e poderíamos fazer o que bem quiséssemos, mas mesmo assim, por ele ser um homem adulto e consciente de seus atos, talvez não tivesse coragem de fazer amor comigo. Apesar de que os homens não se importam muito com isso. Se a mulher der moleza eles transam com ela mesmo. Não querem nem saber das consequências. Mas como ele era meu namorado, a coisa poderia ser diferente.
Essa era a minha dúvida! Eu não tinha certeza de até onde ele seria capaz de chegar. Às vezes, eu ficava com receio. E se ele perdesse o controle e transasse comigo? O que seria de mim depois? E se eu ficasse grávida? O problema era essas dúvidas, que ficavam martelando em minha cabeça, me atrapalhando de curtir ainda mais aqueles momentos.
Também como não pensar? Somos nós quem ficamos grávidas, somos nós que teremos de parir, amamentar e cuidar dele o tempo todo. Os homens fazem e continuam levando sua vida como se nada tivesse acontecido. E nós?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A VITÓRIA DO ANDROID (GOOGLE)


Ninguém em sã consciência diria há dois anos atrás que haveria uma revolução tão profunda no mundo da informática como a que está ocorrendo no momento. Nem mesmo aqueles mais experientes, acostumados com o ir e vir das novas tecnologias seria capaz de prever tamanha mudança em tão curto espaço de tempo.
A impressão que se tem hoje é de que o computador com o qual estamos acostumados virou coisa do passado. E não só o computador em si como também o Sistema Operacional (aquele programa que faz o computador funcionar). Durante mais de duas décadas o Windows (sistema operacional da Microsoft) esteve presente em quase 100% dos computadores e a maioria de nós passou a vê-lo como parte integrante do computador.
Mas eis que surgem os aparelhos celulares inteligentes, os chamados smartfones, que rapidamente foram ganhando funções até se tornarem minicomputadoes de bolso. E a indústria eletrônica não satisfeita resolve criar um aparelho ainda mais revolucionário: o tablete.
Para quem não sabe, o tablete é um aparelho entre um computador e um smartfone. Não possui um teclado, unidades de discos como um computador, mas funciona como um; não é apropriado para fazer ligações como um celular, mas possuí tela sensível ao toque, navega na internet e tem os mesmos recursos que um smartfone, embora numa tela maior. Enfim, para uns, trata-se de um computador com limitações e, para outros, de um smartfone com mais recursos.
Independentemente do ponto de vista de cada um, uma coisa precisa se admitida: os tabletes se tornaram o sonho de consumo da maioria das pessoas. E de fato devem num médio espaço de tempo substituir boa parte dos computadores, devido a praticidade para sem levados para todos os lados. Alguns inclusive cabem no bolso.
Bem, mas o que o Google tem a ver com essa história? Muito simples: assim como os computadores e os smartfones, estes aparelhos precisam de um programa que os faça funcionar, ou seja: de um Sistema Operacional. Embora muitas empresas tenham investido nos seus próprios sistemas operacionais, como a Nokia e a Intel com o MeeGo, a HP com o WebOS, a Samsung com o Bada, a Apple com o IOS e o Google com o Android, só estas duas últimas conseguiram implacar os seus sistemas.
Mas há uma grande diferença entre a Apple e o Google. Enquanto uma manteve o seu sistema fechado e disponível somente nos seus aparelhos, a outra o forneceu gratuitamente a quem quisesse usá-lo. Conseqüência: começaram a surgir uma infinidade de aparelhos com o Android. E pelo rumo que as coisas estão tomando, assim como aconteceu no passado entre a Microsoft e a Apple e agora entre o Google e a própria Apple, este filme sabemos como termina.

domingo, 9 de janeiro de 2011

ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 16

Como afirmei anteriormente, o tempo estava mudando. Uma grande massa de nuvens cobria o céu. E não era só isso: um vento fresco soprava com mais intensidade, prenunciando momentos difíeis. Não quis assustar as meninas, mas, ao sair da água, fiquei preocupado com a chuva que provavelmente cairia à noite. Meu medo era de ocorrer uma tempestade e a cabana não resistir. Aliás, não resistiria nem mesmo a uma ventania moderada. Não seria nada agradável passar a noite embaixo da chuva, pois não havia onde nos protegermos. E provavelmente relembrariamos aqueles momentos terríveis que passamos em alto mar quatro dias atrás.
Estávamos todos sentados na cabana relembrando momentos na escola. Não sei se era só com a gente ou se acontece com a maioria dos jovens de nossa idade; no entanto quase sempre estávamos falando dos amigos, da escola. Poucas vezes conversávamos acerca de nossos familiares ou de momentos em família. Era como se os amigos e a escola fossem mais importante que nossos entes queridos.
Nossa conversa foi interrompida pelos primeiros pingos de chuva.
-- Caramba! Está começando a chover – comentei. – Só espero que não seja uma chuva forte demais. Tô com medo dessa cabana não agüentar
-- Agüenta sim – respondeu Luciana.
-- Ai, meu Deus! Estou com medo – disse Ana Paula, toda encolhida do meu lado.
-- Calma, prima! – pedi. – Não precisa ficar assim. Vai dar tudo certo.
-- E a fogueira? – perguntou Marcela. – A chuva vai apagar ela.
-- É mesmo! – concordou Luciana. – E vai molhar a madeira toda. Não vamos conseguir acender ela amanhã.
-- Você tem toda a razão – assenti. Estava abraçado a minha prima, pois ela estava tremendo de medo, talvez porque não passasse de uma crinaça. – Só se a gente trouxer ela aqui para dentro – sugeri.
-- É uma boa idéia – disse Luciana. – Eu já tinha pensado nisso. Só tem um problema: vai ficar muito apertado para a gente dormir.
De fato ela tinha toda a razão. A cabana fora construída para caber só nós quatro. Não havia mais espaço para quase nada. E uma fogueira ali dentro tomaria muito espaço, pois seria preciso manter certa distância para não se queimar. Por menor que esta fosse, ainda sim ocuparia mais espaço do que dispúnhamos.
-- E vai mesmo! – afirmou Ana Paula. – Só se a gente colocar ela aqui desse lado. Mas aí só vai dar para dormir duas pessoas de cada vez.
Por algum momento paramos para pensar. Nossos olhos procuraram uns nos outros uma resposta melhor, a qual não surgiu devidamente.
Só havia um problema: precisávamos ser rápidos. A chuva ainda não havia aumentado, mas os pingos se tornavam cada vez mais consistente. Pelo jeito seria uma chuva daquelas, capaz de fazer grandes estragos.
-- Vamos fazer o seguinte: a gente faz uma fogueira pequena aqui dentro até que a chuva passe – expliquei, fazendo gestos com a mão. – E se a chuva demorar muito, dois de nós ficam acordados e dois vão dormir. Fazer o quê, né? É melhor do que deixar a fogueira apagar. Vocês não acham?
-- Sim – concordaram, quase formando um coro.
E foi o que fizemos.
Pegamos aqueles gravetos pouco queimados e os agrupamos no interior da cabana formando um pequeno monte de madeira incandescente. Era uma fogueira pequenina, bem menor que a que existia do lado de fora. O resto da madeira, que seria usado para alimentar a fogueira durante a noite, nós a colocamos para dentro; o que ocupou o espaço todo onde um de nós dormia. Como previsto, o lugar ficou extremamente apertado. Para que duas pessoas dormissem, os outros dois teriam que ficar bem juntos, quase expremidos.
Aos poucos a chuva começou a apertar e ficar mais intensa. Entretanto, não chegou a cair nenhuma tempestade; pelo contrário, após alguns minutos os pingos se tornaram mais ralos. Só o vento havia intensificado. Não sei se era devido à chuva, ou se realmente estava ventado mais. A verdade é que aquilo nos remetia a tempestade que destruiu o barco e nos levou até ali.
Com o barulho do vento e da chuva, Ana Paula começou a chorar. Tive de acalmá-la e convencê-la de que não precisava ficar com medo. Não foi fácil. Ela custou a parar de choramingar. Todos nós estávamos com medo. Essa era a verdade! Uns mais outros menos, mas todos, sem exceção, sentíamos aquela sensação horrível ao se lembrar dos momentos de desespero em alto mar. No fundo, o que nos causava medo não era tanto a chuva, nem o vento, mas sim a recordação daqueles momentos trágicos. A lembrança de tudo aquilo ainda permanecia muito viva em nossa memória.
Anoitecera. Só então o vento deu uma trégua. Digo o vento porque uma chuvinha fina continuavam cair, daquelas que, ao chegar, custam a ir embora.
-- Essa chuva não vai passar tão cedo – afirmei, interrompendo o angustiante silêncio. – É melhor alguém ir dormir para depois ficar tomando conta da fogueira. Não é porque ela está aqui dentro que não precisamos vigiar ela.
-- Mas quem vai primeiro? – quis saber Luciana
Parei alguns instantes para refletir. Pensei em manter o mesmo esquema usado nas noites anteriores. Mas havia um problema: se o usasse, Luciana e Ana Paula ficariam juntas. E isso não poderia acontecer. As duas já tinham discutido algumas vezes e se pegado numa delas. O melhor era mantê-las distante, longe de um novo pega. Portanto só me restava alternativa: formar uma dupla com Ana Paula ou Luciana.
-- Eu fico primeiro – respondi. – Mas quem vai ficar comigo? Você, Ana Paula, ou a Luciana? Eu poderia ficar com a Marcela, mas não vou deixar vocês duas juntas. Senão é bem capaz de vocês se pegarem de novo – expliquei me dirigindo justamente as duas.
-- É bom mesmo! – disse Ana Paula em tom provocativo.
-- Eu fico primeiro – adiantou-se Luciana.
-- Então depois ficam você e a Marcela – expliquei. – Não precisa nem dizer que vamos ter que ficar o dobro do tempo. Vai ser difícil calcular a metade, mas a gente fica bastante tempo, depois vocês ficam. Amanhã a gente vê o que faz.
-- Por mim tudo bem – disse Marcela, com indiferença. – Vem Ana Paula, deita aqui do meu ladinho – chamou, enquanto se deitava no canto. – Vamos dormir um pouco. Assim, quando a gente acordar, talvez já tenha parado de chover.
Foi o que minha prima fez.
Para não atrapalhá-las, Luciana se achegou ao meu lado e ficamos em silêncio, olhando para a fogueira, como se tivéssemos vergonha de olhar um para o outro. Talvez, porque ainda estava fresca em nossa memória a lembrança de nossa troca de intimidades horas mais cedo.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SONHOS QUE EU NÃO POSSO TER


Sonhos que eu não posso ter
Levam-me até você
Quando no desespero
De meus sentimentos
Eu te desejo a cada momento.

As chamas que me consomem
Provocam-me delírios intensos
E em ti quanto mais penso
Mais os olhos veem
O que a razão teima em não aceitar.

Eu te amo com o coração
Um amor insensato
Fruto de grande paixão
E de um desejo que de fato
Leva-me ao mais terríveis tormentos.

Não posso resistir enfim
A tanta dissimulação
Desses olhos de marfim.
Que tu sejas minha danação
Mas em teus braços hei sonhar.

sábado, 1 de janeiro de 2011

NUM MAR DE FALSAS ILUSÕES


Eu tenho consciência de estar a navegar
Num mar de falsas ilusões
Onde tanto se busca a liberdade
Embora na realidade
Somos escravos de nossas convicções.

Ah, quanto engodo e falsidade
Há ao se dizer que se é livre
Como se fôssemos um animal
Que sem consciência vive
Distante de toda e qualquer moral.

Liberdade é um peso pesado demais
Para almas ternas carregarem
Aterrorizadas, seriam capazes
De sobre quatro cantos bradarem
Que preferem a morte a um mar sem cais

Liberdade ainda é para uma minoria
Aversa a qualquer forma de moral
E a qualquer tipo de ideologia.
Sou livre, mas preso a um mundo bestial