Apaixonado por literatura desde pequeno, começou a escrever as primeiras histórias aos 11 anos e desde então não parou mais. Parte desse material escrito nos últimos 30 anos você poderá encontrar aqui, inclusive trechos de obras que estão sendo preparadas para a publicação.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
domingo, 1 de dezembro de 2013
A SAUDADE É TUDO ISSO
A
saudade não é minha inimiga
E
também não me faz sofrer;
É
na verdade minha amiga;
Pois
me faz pensar em você
Que
está ai tão distante.
A
saudade não me deixa esquecer
Nenhum
traço de teu sorriso;
Ela
me faz a todo instante ver
Que
você é quem eu mais preciso
Quando
a solidão vem de repente.
A
saudade é quem mantém acesa
A
chama desse nosso amor;
É
quem nos faz ver na tristeza
E
na ausência e na dor
Como
se pode viver plenamente.
A
saudade é o elo de nosso amor
E
a força a me arrancar esses versos;
É
o querer-te tanto, meu amor,
Mais
do que as estrelas do universo;
É
porém o te esperar incansavelmente.
sábado, 30 de novembro de 2013
EU NÃO TRATO AS PALAVRAS COM OBJETO...
"Eu não trato palavras como objetos, pra mim elas sãos mais do que simples palavras, elas carregam significado. E o significado de uma palavra é significante com a própria palavra"
Embora tenha gente usando essa citação como sua, na realidade é trecho de uma carta de amor (“Carta de uma Alma em Prantos”) de minha autoria. É lamentável que algumas pessoas, por falta de talento e criatividade, tenham de cometer esse tipo de crime.
sábado, 9 de novembro de 2013
VOCÊ, MINHA ÚNICA CERTEZA
Eu
posso não ter a certeza de nada
Mas
sei que o que sinto por você
É
algo que a compreensão não afaga
Eu
apenas te quero, sem um porquê
Eu
me surpreendo pensando em ti
Em
todos os momentos do dia
E
a tua presença causa em mim
Uma
inexplicável e desmedida alegria
Eu
te desejo sem saber o motivo
Num
prazer gostoso e ardente
E
assim, nessa vontade eu vivo
Querendo-te
inconsequentemente
Por
que buscar as respostas
Para
este querer sem explicação
Se
em meus braços tu me confortas
E
as incertezas desaparecem então?
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
LINUX: TÁ NA HORA DE COMEÇAR A PENSAR NELE
Para
a grade a maioria dos usuários de computador, o Linux é algo
estranho, inacessível e só usado por nerds, ou seja: por quem
entende realmente de computadores. De fato, isso era verdadeiro
quando o Linux nasceu em 1997. E por alguns anos foi acumulando essa
fama de sistema complicado e difícil, fama essa que perdura até
hoje. Mas isso faz parte do passado e há pelo menos 7 ou 8 anos que
essa fama não tem mais razão de ser. Mesmo com a grande pressão da
Microsoft sobre os fabricantes de computadores e o boicote da maioria
deles em colaborar para que o Linux fosse compatível com os mais
variadas partes de seus computadores, o Linux, graças principalmente
a grande comunidade de usuários e entusiastas ao redor do mundo,
tornou-se um sistema fácil de usar e de ser instalado no computador.
De forma que o mais leigo dos usuários é capaz de instalá-lo de
forma fácil, bem mais fácil que o próprio Windows. Aliás, durante
muitos anos o Linux seguiu os passos do Windows, procurando imitá-lo
naquilo que ele tinha de melhor como a interface gráfica por
exemplo, mas hoje, por ironia do destino, a coisa mudou de figura e é
o Windows quem vem imitando o Linux naquilo que ele tem de melhor,
como ocorreu no visual do Windows 7 – embora para muitos trata-se
tão somente de uma coincidência – e criação de uma Central de
Programas, que já existe no Linux há mais de uma década. Nossa!
Como é estranho para um usuário do Linux instalar programas no
Windows! Seja qual for o aplicativo, basta tão somente acessar a
Central de Aplicativos, como ocorre nos celulares e tablets, e baixar
o aplicativo que você queira, seja ele um editor de imagens, um
navegador web, um processador de textos ou um jogo. Mas e no Windows,
como isso é feito? Se não se tem o CD ou DVD dele, terá de
procurar na Internet e ainda por cima baixar uma cópia pirata, o que
é crime, embora a maioria dos usuários Windows o faça. No Linux,
praticamente todos os aplicativos são gratuitos, assim como o
próprio sistema operacional. Diferentemente do Windows, o Linux é
conhecido por ser um sistema seguro, estável e praticamente imune a
a essa praga chamada vírus, evitando que você tenha de instalar
vários programas de segurança, os quais deixam o computador mais
lento, mesmo nas máquinas mais modernas. Por ser um sistema aberto,
onde qualquer um pode ter acesso a todos os seus componentes, o Linux
é mais seguro e capaz de se adaptar aos mais variados tipos de
computadores. Não é como o Windows que é um sistema único,
independentemente da máquina onde será instalado. Por exemplo, não
existe uma mesma versão Windows para um computador que acabou de ser
lançado e outro para um computador digamos de 2008. Por isso a uma
versão nova do Windows não roda em computadores mais velhos. Isso
não ocorre com Linux, uma vez que o sistema pode ser ajustado para
máquinas com processadores mais lentos e que tenham pouca memória,
sem ter de abrir mãos dos aplicativos mais recentes. Aliás, é por
se tratar de um sistema aberto, flexível e seguro que o Linux serve
de base para o Android do Google, o FirefoxOS da Fundação Mozilla,
o Ubuntu Touch da Conical, o Tizen da Samsung e Intel e o SailFish da
Jolla; todos esses sistemas para smartphones e tablets estão no
mercado ou serão lançado nos próximos meses, como é o caso do
Ubuntu Touch, do Tizen e do Sailfish que virão se juntar ao IOS da
Apple, o Android do Google, o Windows Phone da Microsoft e FirefoxOS
da Mozilla que já embarcam dispositivos móveis disponíveis no
mercado. Dessa lista de sistemas, apenas o Windows Phone e o IOS não
tem como base o Linux, os demais são modificações do Linux.
Portanto, se você nunca ouviu falar do Linux ou não se interessou
por ele ainda, talvez esteja na hora de rever sua posição. Claro
que ainda é muito cedo para se falar de um mundo sem Windows, mas
dada a dificuldade que a Microsoft vem enfrentando para entrar no
mercado de dispositivos móveis; a queda acentuada na venda de
computadores pessoais, onde o Windows ainda reina absoluto; na falta
de inovação e na falta de aceitação que a última versão do
Windows vem enfrentando, talvez esse dia esteja mais próximo do que
muita gente imagina. Não por acaso, as grandes empresas de
tecnologia como o Google, Intel, HP, Dell, IBM, AMD, LG, Siemens,
Motorola, Samsung e tantas outras são parceiras da Linux Fundation –
uma organização que ajuda a desenvolver e a divulgar o Linux --,
sem falar na Valve que desenvolve jogos para computadores e que é
dona, por exemplo, do Half-Life, Counter-Strike e Left 4 Dead, que
não só disponibilizou a maioria de seus jogos para Linux como
resolveu desenvolver uma versão própria do Linux chamado de
StreamOS para ser usado nos seus consoles de videogame que serão
lançados em 2014. Aliás, diga-se de passagem, hoje é bem mais
difícil viver sem o Google do que sem a Microsoft, o que seria
impensável há 8 ou 10 anos atrás.
Debain 7 - Uma das mais antigas e populares distros Linux. Deu origem a várias outras como o Ubuntu por exemplo.
Ubuntu 13.10 - Talvez a distro Linux mais usada atualmente. Recentemente foi lançada uma versão para celulares e tablets cujo maior trunfo é ser igual a usada em computadores. Usa o ambiente gráfico Unity
Fedora 19 - Distro open source da Hed Hat, uma das mais bem sucedidas empresas do ramo.Usa o ambiente gráfico GNOME
Lubuntu 13.10 - É um Ubuntu para computadores mais antigos ou que tenham pouca memória e pouco poder de processamento. É bastante rápida e leve. Usa o ambiente gráfico LXDE
Linux Mint 15 - Distro derivada do Ubuntu cujo maior trunfo é a beleza, elegância e a facilidade de uso. Sua popularidade vem crescendo muito nos últimos anos. Usa o ambiente gráfico Cinnamon
Elementary OS Luna - Também é derivada do Ubuntu e é atualmente a distro mais badalada do momento por sua beleza e velocidade. Usa o ambiente gráfico Pantheon.
ROSA Desktop Fresh - É a minha distro preferida e a qual uso. Usa o ambiente gráfico KDE é também é considerada uma das distros mais bonitas do mundo Linux.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
A MUSA INALCANSÁVEL
Eu
vivo esse sonho impossível
De
um dia tê-la em meus braços
Vejo-a
mostrar sua beleza irresistível
E
fico louco. Não sei o que faço.
Meu
coração dispara imediatamente
Perco
a naturalidade e a razão
E
o desejo invade-me a mente
Incendiando-me
a alma de paixão
Ah,
se conquistá-la fosse possível
E
ocupar-lhe no coração todo o espaço,
Tornaria
seu futuro em algo tão incrível
Que
faria de seu mundo meus abraços
Mas
tudo isso são sonhos infelizmente
Desejos
que jamais se realizarão
Nossos
mundos são tão diferentes
E
a outro pertence o seu coração.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 40
Pouco
depois, lá fomos nós pescar. Marcela e Ana Paula resolveram nos
acompanhar. Queriam ver se Luciana realmente conseguiria pegar alguma
coisa. E essa ideia, que partiu de Ana Paula, não me agradou, pois
Marcela teria de me assistir pegando na mão da outra para ensiná-la
a fazer pontaria. E essa imagem de mim colado em Luciana, a qual
jazia nua, provocava-me um grande desconforto porque sabia que
Marcela nos veria como um casal em perfeita sintonia e certamente
concluiria que estaríamos
namorando, uma vez que Luciana
não saia de perto de mim. Por mais boba e ingênua que pudesse ser –
o que Marcela não era – haveria de concluir que eu perdera
definitivamente o interesse por ela.
Fomos
ao mesmo local onde anteriormente consegui apanhar um peixe. Não sei
se o amigo leitor recorda, mas tratava-se de um lugar cheio de
pedras, onde se podia ver os peixes nadando.
Tanto
Ana Paula quanto Marcela não quiseram se arriscar por entre as
pedras, o que teriam de fazer até chegar onde se podia ver os
peixes. Preferiram ficar à distância apenas nos observando e
fazendo comentários quando, ao lançar o dardo, Luciana errava o
alvo e deixava o peixe fugir. Aliás, aproveitavam a oportunidade
para rirem e provocar Luciana que, nas primeiras vezes, levou na
esportiva, mas aos poucos começou a irritar-se a ponto de gritar com
as duas que se não parassem lançaria aquele dardo contra uma delas
e com certeza a trespassaria. Assustadas, ambas silenciaram-se e
pouco depois afastaram-se sem dizer palavras.
--Assim
é melhor! -- exclamou Luciana. -- Elas estavam me tirando do sério.
Faltava pouco para enfiar essa vara nas duas. Qualquer hora elas vão
se ver comigo de verdade – acrescentou por fim.
Não
respondi. Fiz de conta que não ouvira.
Deixei-a
tentado fisgar o peixe e me afastei para encontrar outros que fossem
maiores. Certamente os acharia.
Esqueci
Luciana por algum tempo e procurei me concentrar na pescaria, embora
de quando em quando eu a ouvia esbravejar por ter pela enésima vez
errado o alvo.
--
Quer saber de uma coisa? Não quero mais saber desse negócio de
pegar peixe. Isso não é para mim. Tenho de reconhecer que não levo
jeito para isso. Sei pegar numa vara e usar ela direitinho, mas não
nesse tipo de vara – acrescentou em tom jocoso. -- Vou voltar para
a cabana. Te espero lá.
Nisso
ouvi dois passos e um som mais alto, como o de uma queda. Súbito, o
grunhido de dor penetrou-me nos ouvidos, levando-me virar
imediatamente a cabeça em direção de Luciana, a qual jazia caída
sobre as pedras, tentando levantar-se.
--
O que aconteceu? -- perguntei-lhe.
--
Acho que machuquei o pé – foi o que ela disse com dificuldade,
demonstrando está sentindo muita dor.
Corri
em sua direção e a ajudei a se sentar.
Ajoelhei-me
de frente e peguei-lhe na perna ferida. E ao tocar-lhe o tornozelo,
Luciana gemeu de dor, como se esta fosse insuportável.
--
Acho que você torceu mesmo
o
pé – deduzi, embora não tivesse certeza.
--
E agora? O que faço? -- foi a vez dela indagar.
--
O jeito é eu te levar até a cabana. Pelo jeito você vai ter de
ficar de repouso até ele melhorar.
Para
tirá-la do meio das pedras, peguei-a no colo. A dor talvez muito
intensa, arrancava-lhe lágrimas dos olhos, tornando-a frágil como
um bebezinho, o que não lembrava em nada a mulher durona, altiva e
impositora dantes. Aliás, ao vê-la assim, tão frágil e incapaz,
senti um que de prazer em perceber que enquanto estivesse
impossibilitada não seria uma ameaça para ninguém, não me
obrigaria a possuí-la
contra a vontade e nem me impediria de me aproximar de Marcela, por
quem continuava apaixonado. Minhas esperanças que jaziam perdidas,
ganharam um novo alento. Nisso me vi caminhando ao lado de Marcela,
se afastando da cabana. E num ponto distante, eu a tomava nos braços
e nossos lábios se encontravam num beijo intenso, cheio de ternura e
paixão. Roberta poderia controlar tudo a sua volta, mas não meus
pensamentos. E ali no meu colo, tão impotente e incapaz de exercer
seu domínio sobre mim, não imaginava o que se passava nos meus
pensamentos.
Ao
atingirmos a faixa de areia, eu a pus de pé e, abraçando-a enquanto
ela se apoiava em meu ombro, fomos caminhando de volta à cabana.
Ela
realmente não conseguia por o pé no chão. Tentou por duas vezes
mas a dor foi tamanha que seus gritos ecoaram. “Bem feito! Foi
castigo de Deus! Ele quis se vingar dela o que ela andava fazendo com
a gente”, pensei com satisfação, sem no entanto atinar que, assim
como a maioria das pessoas incultas, atribui a
Deus
características humanas como se em alguns momentos Este fosse menos
deus e mais humano.
Ao
chegarmos a cabana, não encontramos Ana Paula e Marcela. Certamente,
chateadas com as ameaças de Luciana, haviam ido para algum lugar da
ilha.
–
Deixa eu te ajudar a sentar. Aí você deita para não forçar o pé
– sugeri.
Foi
o que Luciana fez. No entanto acrescentou em seguida:
--
Nossa! Como dói! Será que isso vai demorar a passar?
--
Não sei. Talvez uns dois ou três dias, quem sabe.
Fez-se
um rápido silêncio. Nesse ínterim não pude evitar sentir prazer
na dor daquela jovem ao meu lado que, embora fosse mais velha que eu,
parecia agora uma criança pequena necessitando de todos os cuidados.
Sabia que provavelmente não sairia da cama por alguns dias, todavia
não fui capaz de atinar que, por causa disso, ela me faria de seu
escravo, de alguém que teria de estar a sua disposição o tempo
inteiro para ajudá-la inclusive nas necessidades mais básicas.
--
Vou atrás das meninas e contar o que aconteceu – falei.
--
Mas você vai me deixar aqui sozinha?
--
O que tem? Não vou demorar.
--
Deixe elas para lá. Eu não quero ficar sozinha. Vem cá. Deite aqui
do meu lado – ordenou, fazendo gestos com a mão.
Pensei
em não obedecer. Mas ao vê-la naquele estado, senti compaixão por
aquela pobre infeliz. De mais a mais, não queria contrariá-la na
primeira oportunidade. Isso poderia irritá-la e levá-la a fazer
alguma besteira mesmo naquele estado. De forma que acabei fazendo o
que ela pedira. Então Luciana, com certa dificuldade, rolou para o
lado e se aninhou nos meus braços como se eu fosse seu amante e
protetor.
Minutos
depois ouvi vozes ao longe. Ana Paula e Marcela retornavam. Como num
gesto instintivo, procurei me desvincilhar de Luciana para que elas
não nos vissem assim, contudo Luciana apercebendo minhas intenções
adiantou-se:
--
Por que está fugindo? Só porque aquela vadiazinha está vindo?
--
Não. Não é por causa disso. Preciso procurar alguma coisa pra
gente comer – menti.
--
Já te avisei. Se você se engraçar com ela, acabo com a raça dela
num piscar de olhos.
--
Já disse que não vou. Que merda! Quer que a gente morra de fome? --
esbravejei.
--
Então vá, mas sozinho.
Ao
sair deparei com as duas do lado de fora da cabana. Notando algo de
errado, Ana Paula indagou:
--
O que aconteceu?
--
Luciana torceu o pé e não está conseguindo andar – expliquei.
--
Bem feito! -- exclamou baixinho para a outra não ouvir. -- Tomara
que fique assim um bom tempo.
--
Também não fale assim. Não se deve desejar o mal para outros –
interveio Marcela.
--
Falo mesmo! Tomara que fique aleijada para o resto da vida.
--
Bem. Só não vão arrumar briga como já fizeram antes. Vou voltar
lá nas pedras e ver se pego alguma coisa para a gente comer. Se não
conseguir, vamos ter de comer frutas novamente.
--
E o pior que já estou ficando com fome – acrescentou Ana Paula.
Afastei
e voltei onde havia deixado as lanças. Apanhei-as e voltei a posição
onde jazia antes de Luciana se machucar. Agora sozinho, sem ninguém
para me tirar a concentração, poderia ser melhor sucedido. Haveria
de pescar dois ou três peixes grandes para passarmos o resto daquele
dia de barriga cheia. E provavelmente tornaria a fazer o mesmo no dia
seguinte, no outro e nos outros, até sairmos daquela ilha, pois
nenhum de nós acreditávamos que ficaríamos ali para sempre.
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