O tempo, esse inimigo impiedoso de todos
nós, é capaz dos mais profundos danos não só em nosso passado,
nossa história e nossas lembranças, apagando e envolvendo nas mais
profundas brumas tudo que ficou para trás, como também tem um
efeito devastador sobre o nosso dia a dia. Principalmente num
relacionamento amoroso, onde a rotina tem um papel semelhante, senão
maior, em provocar desgastes e levar ao esfriamento da paixão, a
qual é forjada nas mais intensas chamas. Isso deveria ser encarado
com mais naturalidade pelas partes envolvidas, já que os sentimentos
não são eternos e, por serem fruto de reações químicas no
cérebro, tendem a perder força com o passar do tempo. Afinal não
existe fogo que arde eternamente. Aliás, o tempo não afeta só os
sentimentos, mas nossas ideias, nossas percepções e nossas reações
diante de qualquer estímulo. O problema é que a maioria das pessoas
não dispõe desses conhecimentos e são incapazes de compreender
tais mudanças. E isso faz com que muitas vezes uma parte acuse a
outra de falta de amor, atenção, carinho, alegando que não a ama
mais, o que pode até ser verdadeiro. Na mais das vezes porém, a
coisa não é bem assim. O fato de a paixão ter esfriado não é
sinal de falta de amor. Há tantas outras formas de demonstrar amor
sem que essas envolvam diretamente o sentimentalismo. O respeito, o
companheirismo, o apoio, a compreensão, a atenção, o respeito, a
renúncia entre outros também é forma de demonstrar amor. O que
acontece é que, para algumas pessoas, isso passa despercebido ou até
mesmo não tem importância alguma. Mas para outras isso tem um
significado muito grande e lhe pode custar mais do que simples jogar
palavras da boca para fora. De forma que, se uma pessoa já não
demonstra seu amor através de palavras e carícias, pode ser que ela
esteja demonstrando de outra forma. E pode ser que o outro
simplesmente não esteja vendo isso.
Apaixonado por literatura desde pequeno, começou a escrever as primeiras histórias aos 11 anos e desde então não parou mais. Parte desse material escrito nos últimos 30 anos você poderá encontrar aqui, inclusive trechos de obras que estão sendo preparadas para a publicação.
domingo, 29 de novembro de 2015
terça-feira, 24 de novembro de 2015
PARIS: ÓDIO À LIBERDADE E À DEMOCRACIA
Dez
meses depois, a França sofre um novo ataque terrorista promovido
pelo Estado Islâmico, matando até o momento 129 pessoas. E
justamente a França que é um país democrático, tolerante,
multirracial e berço da luta pelos direitos humanos. Nenhum país
merece uma barbárie dessas, menos ainda a França. Mas terroristas
não escolhem vítimas e muito menos o país. Querem apenas promover
o caos, a comoção popular e combater a liberdade, a igualdade e a
fraternidade. É um dos poucos meios que dispõem para chamar a
atenção, para mostrar alguma força. Embora não pareça, no fundo
os líderes dessa organização terrorista sabem que não vão chegar
a lugar algum, que lutam uma guerra perdida. Por isso, eles usam os
meios mais bárbaros para demonstrar força e poder, seja nos
territórios onde dominam, seja nos lugares mais democráticos do
mundo. Aliás, nada lhes é mais perigoso que a democracia. Eles a
temem tanto, ou até mais, quanto temem o Diabo. A escolha da França
não foi um acaso. Os franceses fazem parte da coalizão que vem
promovendo ataques aos territórios dominados por esses terroristas.
E de todos os integrantes da coalizão, a França talvez seja o país
onde os terroristas teriam maiores chances de serem bem sucedidos e
onde poderiam causar maior comoção. Talvez os EUA fossem o alvo
desejado, mas o sistema de vigilância norte americano certamente
frustraria qualquer tentativa de um ataque de grandes proporções.
Nos outros países da coalizão, um ataque assim talvez até
provocasse mais danos e mortes, mas não teria o mesmo efeito e no
ocidente isto seria mais uma notícia corriqueira, sem muita
relevância. Daí a França. E de fato conseguiram o que desejavam.
Não resta dúvidas de que foram bem sucedidos. Resta saber o que os
franceses farão. Somente uma resposta capaz de provocar perdas
incalculáveis ao Estado Islâmico fará com que desistam de novos
ataques. Talvez o mais sensato a fazer seja o envio do que há de
mais moderno em armamento bélico e de um grande contingente de
tropas para lutar em várias frentes, em conjunto com o exército
iraquiano numa das frentes e com os curdos em outra. Chegou a hora de
reconhecer que ataques aéreos por si só não vai derrotar esses
terroristas, pois tendem a se dissiparem e combater os inimigos com
atentados terroristas. Só há um meio de acabar com isso:
dizimando-os. Ou isso ou é só questão de tempo para novos
atentados terroristas. A França está numa encruzilhada e se deseja
continuar a ser um exemplo de tolerância e democracia terá de fazer
sacrifícios. Não há outra saída.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
LONGA ESPERA
Deixo tristemente o dia passar
Com um profundo aperto no peito
E a saudade prestes a me dar
Um desatino que não tem jeito
Como será que ela está?
O que deve tá fazendo?
Em mim pensando estará
Como nela estou pensando?
Eu faço tantas indagações
As quais não me tranquilizam a alma
Novas e novas inquietações
Arrancam-me o que resta da calma
Eu preciso dela já
Pois muito estou sofrendo
Por que não deixa pra lá
Logo tudo e vem correndo?
O dia passa. Nada dela chegar
No ouvido um diabinho diz: “bem feito!
Para ti ela não vai mais voltar”
Mas tais palavras eu não aceito
Sim. Eu sei que ela virá
E já deve tá chegando
Ela não me deixará
Com o coração sangrando
Chega a noite e minhas desrazões
Ardem na mais inquietante flama
Uma ligação dá-me as razões:
Num assalto, roubaram-lhe a chama
Com um profundo aperto no peito
E a saudade prestes a me dar
Um desatino que não tem jeito
Como será que ela está?
O que deve tá fazendo?
Em mim pensando estará
Como nela estou pensando?
Eu faço tantas indagações
As quais não me tranquilizam a alma
Novas e novas inquietações
Arrancam-me o que resta da calma
Eu preciso dela já
Pois muito estou sofrendo
Por que não deixa pra lá
Logo tudo e vem correndo?
O dia passa. Nada dela chegar
No ouvido um diabinho diz: “bem feito!
Para ti ela não vai mais voltar”
Mas tais palavras eu não aceito
Sim. Eu sei que ela virá
E já deve tá chegando
Ela não me deixará
Com o coração sangrando
Chega a noite e minhas desrazões
Ardem na mais inquietante flama
Uma ligação dá-me as razões:
Num assalto, roubaram-lhe a chama
domingo, 22 de novembro de 2015
AGARRANDO-SE AO PASSADO
Nas incansáveis viagens ao passado
Eu tento trazer de volta as lembranças
Daqueles momentos ali guardados,
Dos quais a saudade sem fim é imensa
É uma busca inútil, infelizmente
Já que o passado não volta jamais.
Ainda sim procuro insistentemente
Vivê-los nem que seja uma vez mais
A força com que neles eu me agarro
Dir-se-ia dum Hércules -- de tão
grande.
E embora tudo me seja tão caro
E sofrível. Aí minh'alma se prende
Mas quem caminha rumo ao fim certo
Sem muito mais esperar desta vida
Melhor porto é o passado decerto
Pra se crer que a vida não foi perdida
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
QUADRINHA DE AMOR(22)
Esta é mais uma das quadrinhas de amor de minha autoria. Para quem não sabe, a quadrinha de amor é composta de 4 versos com 7 sílabas poéticas.
Quero sonhar acordado
Com uma garota bem linda
E quando a tiver achado
Amá-la-ei por toda a vida
terça-feira, 10 de novembro de 2015
A REVOGAÇÃO DO ESTATUTO DO DESARMAMENTO
Talvez de todos os erros cometidos pelo parlamento brasileiro ao longo de sua história, o maior venha a ser o projeto de lei que revoga o Estatuto do Desarmamento, pois trata-se de um enorme equivoco achar que armar a população irá reduzir a criminalidade. Digo equivoco porque é um enorme absurdo achar que o alto índice de violência e criminalidade presente na sociedade brasileira é em grande parte fruto da impossibilidade de reação das vitimas por estarem desarmadas. O fato de uma pessoa está ou não desarmada não irá impedir um criminoso de cometer crimes; pelo contrário, irá torná-lo mais violento, mais disposto a matar com o intuito de impedir uma reação da vitima, o que muito provavelmente irá aumentar a criminalidade, já que os criminosos terão facilitado o acesso às armas de fogo tanto ao adquiri-las no mercado negro quanto ao roubá-las das próprias vitimas, as quais muitas vezes vão preferir entregar sua arma ao bandido do que usá-la contra o agressor. Aliás, muitos dos crimes de roubo que acontecem hoje em dia são praticados por criminosos com armas de brinquedo e armas brancas. Essas últimas inclusive, apesar de causar ferimentos nas vítimas, são bem menos letais que armas de fogo. O problema da criminalidade não é se a vitima é vulnerável ou não, mas sim a sensação de impunidade. É sabido que a maioria dos crimes não são solucionados e os culpados jamais pagam por eles. Esse é grande problema, embora não seja o único, já que a brandura das penas aplicadas a maioria dos crimes também contribui para o aumento da criminalidade, assim como o sistema prisional que, além de não recuperar o condenado, acaba na realidade servindo-lhe de escola do crime. Uma pessoa que é encarcerada por um por um crime leve, o qual poderia muito bem ser convertido em trabalho social ou outra forma de penalização, acaba saindo da cadeia como um criminoso de alta periculosidade. Isso tudo junto é a verdadeira razão dos altos índices de violência e criminalidade no Brasil. Armar a população não vai impedir o criminoso de ser criminoso, mas pode sim levá-lo a matar apenas porque a vítima tentou reagir, ainda mais que o criminoso está sempre mais preparado para atirar e não hesitará um seguindo se quer ao matar. Eu não tenho dúvida de que se o Estatuto do Desarmamento for revogado como querem um grupo de parlamentares, veremos os índices de assassinatos atingirem níveis inimagináveis. Eu já sou um homem de quase cinquenta anos e as chances de que venha ser assassinado por um assaltante não se modificam muito, mas temo muito por todos os jovens dessa geração e das próximas, pois a insegurança e o medo fará parte do dia a dia de todos, muito mais do já faz hoje. Para o bem de nossos jovens, espero que esse projeto não vá para frente, pois trata sim de uma grande loucura.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
À CAÇA DE MEUS SONHOS
Meus sonhos parecem impossíveis
Difíceis de alcançar
Teimam sempre em fugir
Sempre que eu tento me aproximar
Como um animal faminto
Para não deixá-los escapar.
Mas escapam,
Voam ainda mais para distante
E minha alma em desespero
Cede a uma dor pungente
Como uma punhalada no peito
Mas eu não desisto tão fácil assim
São meus sonhos,
As razões que eu tenho para viver
Não posso deixá-los fugir de mim
Tão fácil assim
Sonhar é saber que se está vivo
Na dor de toda a realidade
Sonhar é se ver no paraíso
E acreditar na própria imortalidade
Porque a realidade da vida
É sombria, perversa
E cheia de desencantos
Não perdoa os erros
E nos cobra um alto preço
Tirando cada um dos sonhos
Tão caros a cada um de nós
Sonhar é suportar a vontade
De mergulhar no abismo do nada
Sonhar é resistir aos desenganos
Sem ceder a uma morte antecipada
Difíceis de alcançar
Teimam sempre em fugir
Sempre que eu tento me aproximar
Como um animal faminto
Para não deixá-los escapar.
Mas escapam,
Voam ainda mais para distante
E minha alma em desespero
Cede a uma dor pungente
Como uma punhalada no peito
Mas eu não desisto tão fácil assim
São meus sonhos,
As razões que eu tenho para viver
Não posso deixá-los fugir de mim
Tão fácil assim
Sonhar é saber que se está vivo
Na dor de toda a realidade
Sonhar é se ver no paraíso
E acreditar na própria imortalidade
Porque a realidade da vida
É sombria, perversa
E cheia de desencantos
Não perdoa os erros
E nos cobra um alto preço
Tirando cada um dos sonhos
Tão caros a cada um de nós
Sonhar é suportar a vontade
De mergulhar no abismo do nada
Sonhar é resistir aos desenganos
Sem ceder a uma morte antecipada
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