quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

POR VOCÊ EXISTIR

Os versos abaixo ocorreram-me ao acaso. Estava diante do computador me preparando para escrever um artigo e então começou a tocar True do grupo Spandau Ballet. Não sei por quais motivos esta belíssima canção acabou me levando a escrever tais versos. Pensei em revisá-los e dar uma polida no poema, mas foi tão espontâneo que resolvi deixá-lo da forma que me ocorreu. E é assim que o compartilho com vocês, meus leitores.


Sou tão grato a ti
Por você existir
Pois sei que vivo enfim

Teu rosto não me cansa
De olhá-lo tanto assim
Dias e dias sem fim

E só deixo de fitá-lo
Quando perversamente
Você o afasta de mim.

Mas à noite quando
Repouso a cabeça no leito
Tua imagem me faz adormecer

E os sonhos que tenho
Noites e noites a fio
Preenchem-me o sono

Isto só pode ser o amor
Que me faz agir assim
Feito um abobado

Talvez eu seja um rapaz
Um tanto desajustado.
Ou um homem apaixonado?

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ADEUS À INOCÊNCIA - CAP. 23

Luciana me fitou de cima abaixo com um olhar atento, como se quisesse atentar a cada detalhe. Assim, meu excitamento não lhe passou despercebido.
-- Nossa! Ele ainda está assim? – disse, deixando escapar um sorriso indefinido, pouco antes da água encobri-lo.
“Pronto! Só falta ela descobrir que estou assim por causa da Ana Paula. Não. Ela não pode desconfiar. Também. Por que você não fica pequeno logo? Por que que tem que ficar duro desse jeito?”, pensei, tornando-me ainda mais envergonhado. Procurei dar mais alguns passos para ocultar aquela alteração em meu corpo.
-- Tá. Mas já está ficando quieto – respondi com indiferença.
Nisso. Luciana se aproximou e parou a minha frente.
A água nos cobria pela cintura. De quando em quando uma onda vinha e então nos cobria até o pescoço, mas quando passava, a maré abaixava e então deixava nossos quadris descobertos.
-- Deixa eu ver como ele está – pediu ela. Aliás, ela não pediu. Foi como se me desse uma ordem, se me mandasse abaixar a sunga. Mas não cheguei a fazer isso, pois ela não me deu tempo. Simplesmente levou a mão à peça de roupa que me cobria as partes pudicas e a empurrou para baixo o suficiente para expor meu branco falo ereto.
“O que ela quer? O que ela vai fazer comigo? Ela não está pensando em fazer aquilo...”
-- Que bonitinho ele assim dentro d’água – exclamou ela, pegando-o delicadamente com as pontas dos dedos. Em seguida empurrou o prepúcio e fez a glande soltar para fora.
-- Pare! – pedi, dando um passo para trás e recolocando a sunga no lugar. – Aqui não. Senão elas podem ver. Outra hora eu deixo.
-- Eu só queria ver como ele estava – acrescentou ela insatisfeita.
Não dei importância. Dei um mergulho e em seguida fui saindo.
Embora a deixara para trás, ela me acompanhou à distância. E antes de chegar à cabana gritou:
-- Estou morrendo de fome. Não é melhor a gente procurar alguma coisa para comer?
-- É. Eu também estou com fome – respondi. -- Vou ver com as meninas se querem ir pegar alguma coisa – acrescentei. “É melhor eu levar a Marcela ou a Ana Paula comigo. Não vou deixar as duas sozinhas por enquanto. Nossa! Minha barriga está até doendo de fome. Senão a Ana Paula pode contar alguma coisa”, pensei enquanto entrava na cabana. Olhei para as duas. Estavam conversando. No entanto, quando me viram, silenciaram-se. Ao perceber isso, senti um calafrio percorrer-me o corpo. “Será que Ana Paula estava contando para ela? Ah, mas se ela contou, vou dar nela”, pensei sentindo a raiva me dominar. Assim, fitei-as nos olhos. “Não. A cara delas não parece. Talvez elas estivessem falando de outra coisa. É melhor perguntar alguma coisa”.– Ta tudo bem com vocês?
-- Tá. – respondeu Marcela. – Pó que não ia estar?
-- Não. Por nada – falei. “É. Ela não falou nada. Mas é melhor não ariscar. Nossa! A Marcela está tão bonita. Ia adorar beijar ela. Vou chamar ela para ir comigo. Quem sabe, quando a gente estiver só eu consiga agarrar ela. Não. Meu Deus! Me ajude! Não quero ficar pensando nessas coisas. Não quero ficar pecando mais...”.
Eu sabia que esses pensamentos só me ocorriam por causa do que me acontecera momentos antes. Se a Luciana não me tivesse excitado, eu não estaria agindo dessa forma. Mas eu era um menino. E não sabia como controlar meus impulsos. Aliás, era ingênuo demais para saber que não temos controle algum sobre nossos impulsos e pensamentos. Eu tentava não ficar pensando em sexo, não ficar desejando ora um ora a outra, mas não era possível. Às vezes, tentava pensar em outra coisa, pensar nos meus pais preocupados com o nosso desaparecimento, pensar no meu tio que morrera afogado quando a lancha naufragou com a gente, mas não conseguia manter esses pensamentos por muito tempo. Era só descuidar um instante e meus pensamentos recaiam em atos libidinosos com aquelas meninas naquela ilha perdida no oceano. Tudo ali parecia um convite para o pecado, como se meus instintos aflorassem com uma intensidade jamais vista.
-- Precisamos apanhar algumas frutas – afirmei. – Vocês não estão com fome?
-- Claro que estamos – assentiu Marcela.
-- Vem comigo. Vamos apanhar alguma coisa para comer – falei. “Ela não vai recusar. Aí quando a gente estiver sozinho. Vou pegar na mão dela. Vou abraçar ela. E a gente vai se beijar. Aí...”
Marcela se levantou. Abanou as nádegas para remover a areia e disse:
-- Então vamos.
-- Eu também vou – declarou Ana Paula, levantando-se também.
Nisso Luciana chegou.
-- Aonde vocês vão? – perguntou, embora soubesse.
-- Apanhar alguma coisa para comer – falei. “Mas só eu e a Marcela. Vocês duas vão ficar. Quero ficar sozinho com ela”. – Vamos Marcela. Vocês duas fiquem aí. Aproveitem e coloque mais um pouco de lenha na fogueira que ela está começando a se apagar.
-- Eu também vou – adiantou-se Ana Paula.
-- Não. Você fica – ordenei.
-- Mas eu não vou ficar aqui sozinha com ela. Você sabe que eu odeio essa va...
-- Calada – interrompi. – O que eu conversei com você agora a pouco? – falei de forma enérgica, apontando o dedo para ela.
-- Não fale assim com ela – pediu Marcela.
-- Eu não fiz nada – esquivou-se Luciana, denotando sarcasmo.
-- Sua falsa – disse Ana Paula.
-- Já mandei você calar. Será que não consegue ficar um minuto sem brigar. – Virei para Marcela. – Ela sabe por que estou falando assim com ela.
Ouve um breve silêncio. Ana Paula olhou para Marcela e depois abaixou a cabeça. Luciana virou o rosto para a porta. Marcela olhou para as duas e depois em minha direção. Era como se ela procurasse entender o que se passara entre eu e minha prima para me obedecer daquela forma. Ao vê-la, com aquele olhar inquiridor, conclui: “Ana Paula não contou nada pra ela. Senão ela não estaria com essa cara. Melhor assim. Eu não ia ter cara para encarar ela depois. Não deveria ter feito aquilo. Foi uma idiotice, isso sim”.
-- Luciana, por que você não vai apanhar alguns galhos pra fogueira enquanto a gente vai buscar algo pra comer? Enquanto isso, a Ana Paula fica aqui, tomando conta da fogueira – sugeri. Na realidade, só queria evitar que as duas ficasse por muito tempo juntas. Estava bem claro que havia uma guerra declarada entre as duas.
-- Por que eu? – protestou ela.
-- Porque você é a mais velha. Por favor. Não vamos ficar criando problemas. Já temos problemas demais. Vocês não acham?
Todas se entreolharam novamente. Depois me fitaram. “Melhor assim. Senão não sei o que vai ser da gente. Preciso tomar cuidado para não ficar causando briga entre elas.”
-- Tá bom – disse Luciana ao sair da cabana pisando firme. Via-se um quê de insatisfação em seus modos. No entanto, Ana Paula deixou escapar um discreto sorriso, como se experimentasse certo contentamento por ver a outra naquele estado. Era uma menina ainda, mas sabia perfeitamente quando havia aplicado um golpe certeiro no adversário.
-- Vamos, Marcela – falei dirigindo-me a saída. – E não quero saber de confusão entre vocês duas, hein – recomendei.
Demos alguns passos. Todavia lembrei-me: “É melhor voltar e pegar a faca de pedra. Vai que a gente precisa cortar alguma coisa”.
-- Espera só um pouquinho – pedi. – Vou voltar para pegar a faca de pedra. – Virei para o outro lado e saí correndo.
Ana Paula estava sentada no chão, com as pernas dobradas, os braços em volta e a cabeça apoiada sobre os joelhos, como se olhasse para si mesma. Entrei e falei:
-- Vim pegar a faca. A gente pode precisar dela.
Ana Paula levantou a cabeça e olhou em minha direção. Seus olhos estavam vermelhos e cheios de lágrimas. Chorava. “Mas o que é dessa vez?”, perguntei-me, “Será que essa menina não sabe fazer outra coisa que não seja chorar e brigar?”
-- O que foi? – perguntei com irritação.
-- Nada – respondeu.
-- Como nada? Então por que você está chorando? – aproximei-me e agachei a sua frente.
-- Ninguém aqui gosta de mim. Vocês só ficam brigando comigo. Queria estar na minha casa agora. – Nisso, Ana Paula começou a soluçar e choro tornou-se mais intenso. – Tô com saudade da minha mãe, do meu pai e dos meus irmãos – acrescentou com dificuldade, pois o soluço a impedia de falar com desenvoltura.
Levei a mão até seus braços, desvencilhei-os e a abracei. A posição incômoda dificultava o nosso abraço; no entanto, era preciso confortá-la. “Eu também estou. Eles devem estar desesperados a procura da gente. Já faz três dias que sumimos”. Ao lembrar de meus pais, também me senti entristecido. Por um momento, quase deixei escapar gotas de saudade. Mas me contive. “Não posso chorar agora. Senão aí é que ela vai chorar mais ainda”.
-- Vai. Pare de chorar. A gente vai sair daqui em breve. E aí a gente vai poder matar a saudade. Já pensou? A família toda reunida? – Não cheguei a pronunciar a última palavra, pois me lembrei no mesmo instante do meu tio. “Coitado do tio Jamil. E quando a tia souber que ele morreu? Ah, meu deus!”
Não sei se foi a inexperiência por não saber como confortar as pessoas, mas eu não deveria ter-lhe dito aquelas palavras. A verdade era que Ana Paula era a única que, ao voltarmos para casa, não ia encontrar a família completa. Seu pai – o meu tio Jamil --, não estaria lá para comemorar. “Ela deve estar sofrendo muito. Coitado do tio. Morrer dessa forma. É. Preciso ser mais paciente com ela. Vai ver que é por isso que ela está assim: revoltada, brigando com todo mundo”.
Com muito custo, consegui confortá-la. Nisso, Marcela havia retornado devido a minha demora.
-- O que aconteceu com ela? – perguntou, quando chegou.
-- Saudades de casa. E por causa do tio também – expliquei. – Mas agora ela já está melhor. Não é verdade?
Ana Paula meneou a cabeça afirmativamente e esboçou um sorriso forçado e contido.
-- Fica assim não – pediu Marcela. – Vai dar tudo certo.
Ana Paula tornou a balançar a cabeça em sinal de concordância.
-- A gente já volta – falei ao me levantar. – Só vamos apanhar algumas bananas pra matar a fome.
Apanhei a faca de pedra sobre um monte de areia e saímos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

UM SORRISO: O DESPERTAR PARA O AMOR

Quando o teu sorriso inocente
Penetrou-me nos olhos tristes
Meu coração transbordante
Alegrou-se de repente e sorriu-te

Um sorriso que parecia impossível
Até meu olhar em ti pousar.
Agora tudo me parece possível
Até mesmo me apaixonar.

Estaria eu então doente
Com essa sensação que me persiste
De que tudo está diferente?

Ou seria bem possível
Que o teu sorriso veio me despertar
O amor, até então inadmissível?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O QUE ESPERAR DE 2012?





















Nada fascina mais o homem do que saber o futuro. Não por acaso a maioria das pessoas teimam em acreditar em horóscopo, videntes e coisas afins, sem se dar conta de que o futuro não pode ser previsto (pelo menos da forma como os videntes o fazem), pois o vir a ser é uma possibilidade que está sujeito a uma série de fatores. E mesmo que considerássemos o destino como algo traçado previamente, isso poria por terra não só o livre arbítrio como tudo que o homem entende por conhecimento.
Bem, deixemos as questões filosóficas de lado. O assunto aqui é outro. Ou melhor: o mesmo, mas com uma abordagem diferente. Embora tenciono fazer algumas previsões para o futuro, estas serão baseadas na história recente. Se por um lado o futuro não pode ser previsto, por outro é possível deduzi-lo a partir da análise de fatos do presente e do passado. Por isso o termo “previsão” não me parece o mais adequado nesses casos, embora seja de uso corrente. Desta feita, usá-lo-ei porém no sentido de dedução.
Então, o que esperar de 2012?
Se levarmos em conta o que vem ocorrendo no mundo nos últimos dois ou três anos, este tornar-se-á um lugar mais difícil para se viver. No plano econômico, a crise financeira que se abateu sobre os EUA em 2008 e mais recentemente sobre a Europa deve afetar de forma mais intensa os demais países – principalmente os países do Terceiro Mundo, os quais dependem das exportações para sobreviver. Caso a China sofra uma desaceleração, a coisa pode ficar bem pior (aliás, as revoltas no mundo árabe, ao contrário do que muitos pensam, não teve início por desejo de liberdade e democracia e sim contra a corrupção e os preços altos dos alimentos). O Brasil provavelmente não ficará imune; e uma desaceleração do crescimento será inevitável. Talvez a coisa não fique pior graças ao mercado interno que, através de incentivos fiscais para aumentar o consumo, pode minimizar o problema.
No plano político, as instabilidades tendem a aumentar com os protestos crescendo ao redor do mundo – uma onda de protestos sem procedentes. Embora no momento a Síria seja o foco de tensão, uma intervenção ou uma possível queda de Bashar al Assad pode levar o Oriente Médio para uma violência generalizada, afetando inclusive o Irã e outros países que até o agora ainda não sofreram com a onda de revoltas. O Iraque também pode vir a ser uma fonte de tensão, já que os EUA retiraram seus soldados; aliás, a tensão entre Xiitas e Sunitas já começou a causar instabilidade. E por último, há uma forte insatisfação com os governos e o poder público nos quatro cantos do mundo, mesmo naqueles países ditos “democráticos” pelos mais diversos motivos, embora a maioria deles sejam justificáveis. Rússia e Grécia são bons exemplos disso. E essa tensão tende aumentar em 2012.
É bem possível que o crescimento econômico que o Brasil vem experimentando nos últimos anos empurre para baixo os índices de violência no país, os quais vêm declinando gradativamente nos últimos anos, dando a sensação de que finalmente a criminalidade esteja diminuindo e o país caminhando lentamente em direção a um país desenvolvido. Aliás, o combate ao contrabando através das fronteiras implantado pelo governo federal pode mostrar os primeiros resultados em 2012, assim como o processo de pacificação das favelas no Rio de Janeiro, evitando assim que o Brasil se torne um México.  
Enfim, se por um lado 2012 pode ser bom para o Brasil, o mesmo não se deve esperar para o resto do mundo. Contudo, muita coisa pode acontecer ao longo do ano e nada daquilo que a gente previa vir a acontecer. Assim, só mesmo aguardando o final de 2012 para sabermos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

NO BRILHO DOS SEUS OLHOS

Este poema foi originalmente publicado em 2005 no site Usina de Letras. É um poema que fala de dor e perdão, tema bastante recorrente na minha obra. Apesar de não ser um dos meus melhores trabalhos, gosto muito desse poema. Por isso resolvi reproduzi-lo aqui. Espero que gostem também.

No brilho de seus olhos
Eu vejo uma vida passar:
Há tanta dor e sofrimento
Que dá vontade de chorar

Mas vejo nos seus olhos
Uma grande lição de vida:
Há uma força no entanto
Que cura todas as feridas.

Eu vejo nos seus olhos
Que, apesar de toda a dor
E de todas as injustiças,
Há porém um imenso amor

Eu vejo nos seus olhos
Que neste ferido coração
Há um poço de esperança
E um desejo de perdão.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ADEUS À INOCÊNCIA - Cap. 22

Cheguei a dar alguns passos em direção à água, mas mudei de opinião quando pensei em Marcela. “Não posso deixar que Ana Paula conte para ela. Se ela fizer isso, nunca mais a Marcela vai querer saber de mim...”. Então virei em direção a minha prima. Ela corria em direção à cabana, mas sem velocidade, como se não quisesse se cansar; ou talvez não quisesse correr para assim ter mais tempo de pensar no que fazer. “Preciso alcançar ela antes de chegar lá”, continuei a pensar, enquanto corria com todas as forças para alcançá-la. “Vou falar para ela que se disser alguma coisa, vou bater nela. Isso deve fazer ela mudar de ideia. Ela vai me obedecer”.
Não foi difícil alcançá-la. E ao me aproximar, agarrei em seu braço e falei:
-- Espera aí, Ana Paula.
Paramos.
-- O que você quer? Você não vai me impedir de contar para ela o que você e aquela cadela estavam fazendo – disse ela fora de si, gesticulando desordenadamente e gritando.
-- Pare de gritar! Não sou surdo. – Dei-lhe uma sacudidela pelo braço e virei a fiz virar de frente para mim. – Você não vai dizer coisa nenhuma. Vai ficar caladinha, como se não tivesse acontecido nada.
-- Não vou e não vou – respondeu ela, demonstrando estar ainda mais enraivecida.
“Vou dar uns tapas nela é já”, pensei, quando vi que ela parecia decidida a dar com a língua nos dentes. O problema era que se batesse nela ali, Marcela poderia aparecer na porta da cabana e nos ver. E então ia correr em nossa direção e se intrometer na nossa discussão; ia querer saber o motivo da briga e certamente Ana Paula contaria a verdade. Foi então que ocorreu-me de puxá-la para o mato e tentar me entender com ela ali.
-- Vem cá – falei, puxando-a.
Ela tentou se soltar, todavia eu era mais forte; então tentou resistir. Ao fazer isso quase perdeu o equilíbrio e caiu na areia. Puxei-a pelo braço e a fiz levantar novamente.
-- Me solta!
Não lhe dei ouvidos. Arrastei-a para debaixo de uma árvore.
-- Escuta aqui! Você vai ficar de bico fechado. Entendeu? Senão vou te quebrar todinha.
Em tom de desafio ela ainda teve coragem de dizer:
-- Você não tem coragem de fazer isso!
Ao ouvi-la proferir aquelas palavras, minha mão foi parar em seu rosto, provocando um estalo. Acertei-a com tamanha força que seu rosto pendeu para o lado. No mesmo instante ela levou a mão onde eu a atingi. Enquanto isso, seus olhos encheram-se de lágrimas. Fora de controle e tomada pela raiva, Ana Paula ergueu os braços e partiu para cima de mim, tentando me acertar os punhos fechados. Num movimento rápido, segurei em seus braços antes que me atingissem. E imediatamente empurrei-a com violência para trás. Ela perdeu o equilibrou e caiu no chão, sobre folhas secas.
Também fora de si, cai por cima dela e a imobilizei pelos braços, mais ou menos como Luciana havia feito comigo pouco antes.
Minha prima tentou se soltar, mas foi em vão. Eu era maior e mais forte que ela. Por fim ela ainda tentou me acertar com os pés nas partes íntimas, mas também não conseguiu. Deixei que ela se cansasse. Aliás, ficamos os dois arfando, embora ela demonstrasse mais cansaço. Então ela me encarou, como se não admitisse a derrota – pelo menos foi a impressão que tive. – Aquele olhar me enervou ainda mais. Soltei o braço que estava preso com a minha mão direita e dei-lhe outra bofetada na cara.
-- Ou você faz o que eu mando, ou você vai ver o que vou fazer contigo. E não adianta achar que alguém vai te ajudar porque não vai não. A única pessoa que poderia fazer alguma coisa seria a Marcela, mas ela não é páreo para mim. E a Luciana está do meu lado. Além do mais, se ela te pegar vai fazer muito pior do que eu. – falei com o intuito de assustá-la, de torná-la dependente de mim. -- Não vai ser só uns tapinhas que você vai levar, não. É capaz dela ainda te deixar toda machucada. Sabe como ele te odeia, né! -- acrescentei. Ela não disse nada, só continuou a choramingar, dando-se por vencida. Nesse ínterim, desviei os olhos para seus pequeninos seios. “Será que eles são macios que nem os da Luciana? São menores. Isso são. Vou apertar eles para ver... Não. Não posso fazer isso. Isso não está certo. É pecado. Ela é minha prima. Deus vai me castigar”, pensei em seguida. Assim, desviei o olhar e encarei-a novamente. – Você vai fazer o que estou mandando? – perguntei por fim.
Ana Paula, com os olhos vermelhos e derramando lágrimas, manteve-os nos meus por alguns instantes, como se pensasse na minha proposta, embora não lhe restasse alternativa. Depois de um minuto mais ou menos, ela balançou a cabeça em sinal de concordância.
-- Você vai me obedecer daqui para frente? – insisti. Ela tornou a menear a cabeça afirmativamente. Então acrescentei: -- Assim é melhor. É melhor você ficar do meu lado do que provocar uma briga entre a gente. Se isso acontecer, eu vou ter que agir com força. Caso contrário você e Marcela vão acabar ficando sozinhas. Ou vocês acham que conseguem sobreviver nessa ilha sem mim? Vocês não são capazes passar nem uma noite – acrescente, tentando assustá-la ainda mais. – Não é verdade?
Ana Paula concordou mais uma vez.
Confesso que, ao vê-la em meu poder, assim tão submissa, fui tomado pela sensação de que ela me pertencia, de que poderia fazer com ela o que bem entendesse. E foi justamente essa sensação de poder que me levou a desviar mais uma vez os olhos e contemplar aquele par de seios rosados, ainda pequenos como se fossem dois calombos com um ponto mais duro no meio de cada um. No meio das pernas algo se moveu, afetado por aquela visão. “Vou apertar eles para ver como são”, tornei a pensar. Então eu a soltei e deixei seus braços livres. Desencurvei o dorso e sentei sobre seus quadris. Estava excitado. “Vou ver se ela vai me obedecer”, pensei.
-- Quero apertar eles – falei.
Esperei que ela fosse protestar e dizer “não”. E já estava pronto a responder-lhe que prometera me obedecer, portanto teria que me deixar pegar em seus peitos, mas ela simplesmente me olhou e não disse nada.
Foi o que fiz.
Pareciam mais rijos que os seios da Luciana. Lembro-me de sentir uma coisa dura ao apertá-los. Inclusive achei aquilo estranho, no entanto, não toquei no assunto. Só muito depois fiquei sabendo que aquilo era normal, só que nela era mais perceptível por ainda estarem em formação.
Eu poderia ter parado ali. Ela já tinha dado mostras de estar em meu poder, entretanto, eu era um garoto que não conseguia controlar seus impulsos, além de ser dotado de uma curiosidade fora do comum. Só não sei se foi a curiosidade, os impulsos ou os dois que me levaram a aproximar os lábios e chupar aqueles peitinhos. E para fazer isso, eu tive que me curvar novamente e deitar sobre minha prima.
Num primeiro momento ela não fez objeção, mas quando sentiu meus dentes mordiscar levemente um dos mamilos e meus quadris fazer pressão nos seus, ela levou a mão aos meus ombros e empurrou-me dizendo:
-- É melhor você parar. Senão alguém pode ver a gente.
Foi aí que voltei a si. Senti uma enorme vergonha do que acabara de fazer e sai de cima dela imediatamente. Ana Paula se levantou e disse que ia voltar para a cabana.
-- Tá bom – concordei. – Vou me lavar e tirar essa areia. Depois vou ver se encontro uma vara para tentar pegar uns peixes pra gente comer.
Nisso, eu também me levantei.
-- É uma boa ideia – assentiu ela, já mais calma, enxugando os olhos com as costas da mão. – Não aguento mais ficar comendo frutas – acrescentou ao se afastar.
Pensativo e muito envergonhado, fui até onde Luciana se encontrava. Ela ainda permanecia dentro d’água, como se me aguardasse para saber o que havia resolvido com minha prima. No entanto, eu não prestava atenção nela. Caminhava de forma mecânica por estar absorto em pensamentos, tomado pelo arrependimento. Sabia que não devia ter tocado os seios de minha prima, menos ainda tê-la desejado. “Meu deus! Como é que vou encarar ela agora?”, foi o que me perguntei ao entrar no mar. Aliás, seu eu pudesse saia à nado daquela ilha e me escondia no primeiro pedaço de terra que encontrasse.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O MANDRIVA ENSINANDO O PUNGUIM A VOAR

Mandriva 2012 PowerPack
Eu sei que pinguim não voa, mas não estou falando daquele animalzinho de andar esquisito que vive nas regiões polares. Estou falando de outro pinguim: o LINUX cujo símbolo é justamente um pinguim. E assim como existem várias espécies de pinguim, também existem vários linux, os quais são chamados de DISTROS. Aliás, existem centenas de distros, cada uma com uma característica própria cujo objetivo é sempre suprir as necessidades de um grupo de usuários. Portanto, diferentemente do Windows onde o usuário terá de se adaptar e o seu computador a ele, o linux é quem se adapta a você e ao seu computador.
Uma dessas distros é o Mandriva, cujo foco é o usuário pouco experiente e ao mesmo tempo exigente que deseja algo moderno, charmoso e repleto de recursos; aliás, o que não falta ao Mandriva é recursos. Tudo nele parece ter sido pensado para seduzir principalmente os amantes da tecnologia. O Lançador de Aplicativos é que o diga. Talvez por isso o Mandriva parece exigir um pouco mais de equipamento do que a maioria das distros, embora rode bem em computadores mais modestos.

O que a difere de outras distros não é só o fato de usar o ambiente KDE, pois muitas outras também o usa, mas a preocupação em inová-lo, embelezá-lo e torná-lo mais funcional e integrado ao sistema do que em outras distros. O gerenciador de arquivos Dolphin recebeu atenção especial, o que possibilita uma experiência maravilhosa para o usuário.
Outro fator que contribui para a facilidade de uso do Mandriva por usuários inexperientes é o MCC (Mandriva Control Center), onde o usuário faz todo o tipo de configuração do sistema. Tanto é que o MCC é usado em várias distros como o PcLinuxOS, Mageia, BlackPanter, TyneME entre outras. Aliás, no MCC há um recurso indispensável para quem está migrando do Windows: o instalador de fontes TTF. Com ele é possível importar as fontes da pasta Windows ou de outra pastas qualquer com apenas dois cliques do mouse.
Obviamente nem tudo são flores no Mandriva. Como eu o uso com frequência, percebi que ele exige mais do computador do que outras distros. A versão gratuita, chamada de FREE, não recebeu o mesmo tratamento que a versão paga, chamada de POWERPACK. Aliás, esta última apesar de ser completa, vir com todos os codecs de áudio e vídeo e vir com uma série de programas proprietários, possui um bug na instalação. Mesmo que se escolha o idioma português do Brasil, o sistema instala o português de Portugal. Para fazer essa correção é preciso ir até o gerenciador de pacotes e instalar o pacote de idiomas português brasileiro para o KDE e Firefox. 


Segue abaixo um vídeo que mostra a versão 2011 do Mandriva