sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A ERA DA INCERTEZA


Vivemos uma época de incertezas, onde as pessoas perderam completamente o controle de tudo a sua volta. Tem-se a impressão de que o homem se alienou de tal forma que nem mesmo o velho Marx foi capaz de imaginar. Se durante o século IXX, a alienação passou do processo de fabricação da mercadoria para outros ramos de atividade econômica, no século XX, chegou à cultura e à religião. E agora no século XXI chegou ao ponto em que a alienação nos levou a perder a crença em tudo e todos. O velho deus morreu, os velhos ideais viraram pó e o futuro virou um ponto de interrogação. Nem mesmo as leis e a justiça escaparam da nossa indiferença e se tornaram hoje motivo de descrença. A ciência avançou muito nas últimas décadas, mas em vez de respostas, ela só derrubou as velhas convicções, nas quais a humanidade procurava se sustentar, e em seu lugar, em vez de plantar novas certezas, plantou apenas incertezas. Assim, o homem tornou-se desconfiado, tão mais talvez que nossos primeiros ancestrais, e hoje desconfiamos de tudo e de todos. Cada um de nós passou a desconfiar de si próprio, pois descobrimos que em nós habitam muitos "eus" os quais estão constantemente em conflito. A tecnologia nos tornou tão dependentes dela que a máquina está se tornando mais importante que o homem. Os novos lançamentos de aparelhos eletrônicos provocam euforia e corrida às lojas como jamais se viu, dando a impressão de tratar-se de um novo deus, de um novo salvador. É meus amigos, vivemos uma época ímpar embora prevista por homens tão distintos quanto Marx e Nietzsche. Talvez tenhamos ultrapassado a Era conhecida até então como Contemporânea e entrado numa nova chamada de Era da Incerteza. Talvez estejamos caminhando para um abismo, um abismo construído por nós mesmos, os homens.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

QUANDO VOCÊ CRESCER

Quando você crescer
O mundo te mostrará
O esplendor da existência
E então você vai conhecer
A vida em inconsistência

Você vai descobrir
Os pequenos prazeres
Do dia a dia
E então vai conhecer
O sentido da palavra alegria

E você também vai descobrir
O outro lado do viver
Onde a incompreensão
E o orgulho desmedido
Machucar-te-á o coração

Mas não leve tudo tão sério
E procure apenas reter
O que te alegra o coração
Pois o homem, apesar de racional,
Segue o instinto e não a razão

domingo, 6 de outubro de 2013

SEM PUDOR, SEM FALSIDADE




















Meu amor
Eu não quero o teu pudor
Não, não quero não
Só quero o teu tesão
E não venha me dizer
Que te prometi amor e paixão
Não, não prometi não
Mas quero te esclarecer
Que sem prazer
A vida não tem razão
Não, não tem não
E não me peça uma explicação
Por eu pensar assim
Eu apenas te quero enfim
Sem lógica e sem porquê
Mas se você quer saber
Na verdade
Buscamos o prazer
Até mesmo sem saber
Então..
Quero o teu corpo e tua sensualidade
Quero o ápice da tua sensibilidade
Quero apenas por querer
Quero, apenas quero
Tua sensualidade
Tua imoralidade
Sem pudor, sem falsidade
Quero, apenas quero

sábado, 5 de outubro de 2013

OS MOVIMENTOS IRANIANOS NO TABULEIRO DE XADREZ

Durante décadas o inimigo número um do Irã foi os EUA, tanto que eles estão de relações diplomáticas rompidas desde 1979. No entanto, após a Primavera Árabe e após a comunidade internacional passar a pressionar Israel para chegar um acordo de paz com os palestinos e consequentemente a uma solução de dois estados, o Irã elevou Israel ao estatuo de maior inimigo e não mais os EUA como até então. Assim, para isolar ainda mais o Estado judeu e levá-lo a fazer concessões aos palestinos, estes apoiados pelo Irã, concessões essas impensável há poucos anos, o governo de Teerã está disposto a reatar relações com os Estados Unidos e chegar a um acordo com a comunidade internacional acerca do seu programa nuclear – até porque mais cedo ou mais tarde terá de fazê-lo de qualquer jeito uma vez que o embargo econômico ao país vem afetando profundamente sua economia –, tudo para prejudicar Israel. O governo iraniano sabe que uma aproximação e um reatamento das relações com os EUA vai levar os Estados Unidos a reaver seu apoio incondicional aos israelenses – apoio esse que já não é mais tão incondicional quanto antes --, até porque senão num primeiro momento mas não muito depois os iranianos vão cobrar isso dos EUA. Por outro lado, Israel está em pavor, uma vez que a aproximação do Irã com os EUA era o pior que poderia acontecer. Por isso, o governo israelense vem insistindo que os iranianos estão mentindo e que só querem ganhar tempo a fim de construir uma bomba atômica, embora os iranianos sejam signatários do acordo de não proliferação de armas de destruição em massa enquanto Israel não é e não demonstra o menor interesse em sê-lo. Enfim, cada movimento, tanto Irã  quanto  de Israel é muito mais calculado do que aqueles que os maiores mestres do xadrez fazem. Ninguém quer dar um passo em falso. No momento porém, parece que os iranianos estão levando uma ligeira vantagem. E se Israel não souber lidar com essa nova realidade poderá levar um xeque mate do seu maior inimigo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

AMAR É MEU MAIOR DEFEITO

Quando em meus braços
O rosto dela veio a se aninhar
Perdi completamente o compasso
E senti algo que não sei explicar

Meus olhos viam apenas a amizade
Sincera e um profundo respeito
Mas eis que então aflora a verdade
E um pulsar mais forte no peito

Perdido, eu não sei o que faço
Tento conter essa paixão a despertar
Antes que nela eu me desfaço
Mas esse amor não posso segurar

Confesso-lhe toda a verdade
E ela me diz que não tenho jeito
Mas me beija com sinceridade
E diz: “amar é meu maior defeito”