sábado, 14 de setembro de 2013

SORRISO DESCONSERTANTE

Quando a cabeça repousa no travesseiro
E meus olhos se fecham totalmente
É a imagem de teu sorriso faceiro
Que invade a minha mente.

O tempo e o espaço se desfazem
E aquele instante parece único e eterno
O que leva os sonhos que em mim jazem
À certezas incertas como verdades eternas

Acredito ter sido a fonte primeira
Daquele sorriso tão desconsertante
E então a alma se compraz inteira
Numa paixão intensa e desnorteante

Súbito, vejo que nossas almas jazem
Sob o mesmo teto, num amor terno
Mas são apenas fantasias que me aprazem
Nessa fria e solitária noite de inverno

terça-feira, 10 de setembro de 2013

PORQUE OS EUA NOS ESPIONARAM


Muitos devem estar se perguntando por que os EUA foram espionar justamente o Brasil, um país pacífico e que na mais das vezes é parceiro e amigo dos Estados Unidos. Embora sejamos o país mais importante de América Latina e de certa forma capaz de influenciar os vizinhos, ainda sim há nesta mesma América Latina países que embora não sejam declaradamente inimigos dos EUA pelo menos querem ver os EUA pelas costas. Este é o caso da Venezuela, da Bolívia e em certa medida da Argentina e até do Uruguai. Então por que o Brasil? Talvez a explicação mais plausível seja a seguinte: a nossa presidenta é uma mulher que no passado pertenceu à esquerda revolucionária, a qual era ligada tanto à Cuba quanto à União Soviética; também é de conhecimento de todos que nos últimos dez anos houve uma forte aproximação do Brasil tanto com a Venezuela quanto com Cuba, países declaradamente antiamericanos. Portanto, aos olhos dos EUA, somos um país que, apesar da nossa profunda amizade com eles, somos também amigos de seus inimigos. E já que espionar seus inimigos é uma tarefa por demais arriscada e muitos vezes infrutífera, por que não manter-se informado acerca do que o amigo de nossos inimigos andam conversando, principalmente o alto escalão do governo? Por outro lado, o Brasil tem empresas multinacionais de grande relevância na economia global – como é o caso da Petrobras e da Vale do Rio Doce por exemplo --, empresas essas que dispõem de tecnologias que nem mesmo os EUA possuem. Por que não espioná-las também e quiça obter algum benefício sobre essas tecnologias? Então? Por que espionar nossos vizinhos se na realidade é o Brasil o único país da América, depois dos EUA, capaz de exercer alguma influência no continente? Por isso fomos nós e não os outros.

MORRO A CADA MOMENTO


Minha dor não é uma dor passageira
Que o tempo se encarrega de apagar
Traz consigo lembranças inteiras
De um passado que não dá para ignorar

Minha dor é a dor da incerteza
E do abismo que sob meus pés se abriu
A vida perdeu tudo, inclusive a beleza
Que o amor até então coloriu

Minha dor há de ser por toda a vida
Em oposição ao teu amor
Que, ao chegar, já estava de partida

Minha dor é hoje a dor do desalento
O qual faz esperar a morte sem temor
Pois sem ti, eu morro a cada momento

sábado, 7 de setembro de 2013

IRÃ, COREIA DO NORTE E A CORRIDA ATÔMICA

Assim como as relações entre os homens é uma relação de poder, o mesmo ocorre entre as organizações e os estados. De forma que quem tem mais força tem consequentemente mais poder. E é sabido que quem tem mais poder o usa em benefício próprio, pois esse é justamente o objetivo de quem busca alcançar mais poder. Afinal, faz parte da natureza de qualquer ser vivo – não só humana, uma vez que no reino animal e até no vegetal isso também seja comum, embora entre os homens, por ser dotado de inteligência, isso seja mais exacerbado – se beneficiar do poder sobre os demais. E a prova mais evidente de que tal afirmação não é mera especulação é a obstinação de algumas nações em desenvolver armas nucleares. Desde que os EUA lançaram a primeira bomba atômica sobre o Japão, levando-o a rendição incondicional, o que jamais teria ocorrido se não fosse o poder de destruição de tais armas, a corrida atômica passou a ser questão de vida ou morte para algumas nações. Até porque quem tem tais armas não só corre um risco ínfimo de ser atacado por uma nação hostil como também detém um poder e uma capacidade de persuasão muito maior do que aqueles que não as possuem. Por isso a Coreia do Norte faz seus testes nucleares, a comunidade internacional protesta, impõe algumas sanções econômicas, mas não passa disso. Nenhuma nação é governada por loucos o bastante para atacá-la. O mesmo vale para o Irã. As pressões para evitar que este país desenvolva tais armas não é tanto pelo temor do que o Irã poderá fazer com elas, e sim com o poder que terá ao ser detentor dessa tecnologia. Aliás, como ocorre com a Coreia do Norte, o Irã precisa de tais armas não para se defender de Israel ou de qualquer outro inimigo, mas para exercer poder e influência não só no mundo árabe como para ser tratado de igual para igual com a comunidade internacional, principalmente os EUA e a Europa. E é justamente isso que muita gente não entende.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

NÃO QUERO PARTIR ASSIM DA TUA VIDA


Eu não quero partir da tua vida
Deixando para trás a dor e uma imensa ferida

Eu quero partir de tua vida
Porque o amor acabou
E nada mais restou
Para nos manter unidos

Eu não quero partir assim da tua vida
Com uma triste e dolorosa despedida

Eu quero sim partir da tua vida
Deixando para trás a lembrança
Dos momentos inesquecíveis
Que vivemos nas nossas idas e vindas

Não, eu não quero partir da tua vida
Como se para a morte estivesse de partida

Mas eu quero partir da tua vida
Na certeza de um novo reencontro
Onde o prazer do reencontrar
Pode ser a chance para uma nova vida

É dessa forma que quero partir da tua vida
Como amigos que partem após uma despedida

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O ACORDO ENTRE AÉCIO E EDUARDO CAMPOS


O acordo entre Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) para a divisão de palanques nas eleições de 2014 mostra que ambos os candidatos acham que não podem derrotar a presidenta Dilma (PT) sozinhos. Embora os dois provavelmente serão adversários e terão portanto de lutar entre si para chegar ao segundo turno, a percepção de ambos é a de que é melhor mostrar união e focaram no combate à candidata do PT do que se desgastarem brigando entre si e verem a eleição decidida no primeiro turno a favor do PT. Claro que ainda é muito cedo para Dilma contar vitória, mas após um momento ruim em junho e julho, quando seus índices de popularidade atingiram os mais baixos valores, ela vem se recuperando de forma rápida, surpreendendo muitos analistas. Isto mostra que Dilma poderá vir muito forte no próximo ano, quando inclusive o momento mais crítico da crise econômica terá passado e o país, graças à recuperação da economia mundial, possivelmente voltará a crescer de forma robusta. Aliás, o PIB do segundo semestre desse ano veio bem acima do que os analistas previam, mostrando que o Brasil poderá ter um crescimento acima do previsto. De mais a mais, a sociedade brasileira é bem menos ingênua do que nas décadas passadas e sabe que, num mundo globalizado como o nosso, nem sempre o desempenho fraco da economia é culpa de quem está no poder, embora no caso do governo Dilma é preciso reconhecer que há dificuldades na condução do país. Enfim, é difícil saber se esse acordo entre Aécio Neves e Eduardo Campos foi a decisão mais acertada. Talvez isso, ao invés de render frutos para ambas as candidaturas, pode, ao contrário, dar a sensação de fragilidade das mesmas, rendendo assim frutos para Dilma. Isso no entanto só poderá ser avaliado nos primeiros meses do próximo ano, quando as candidaturas começam a se consolidar.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

NOS DESENCONTROS DA VIDA


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Nos desencontros da vida
Acabei topando com você
Quando a última ferida
Ainda me fazia sofrer

Toda a dor de uma desilusão
Dissipou-se imediatamente
Quando você de supetão
Sorriu-me docemente

Minha alma ainda perdida
Viu um novo amanhecer
Deu-te boas vindas
E deixou a paixão florescer

Agora, tomado pela paixão,
Aguardo-te impacientemente
Para alegar-me o coração
Apesar desse abismo entre a gente